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Artigos que inspiram


Fernando Vieira Filho Psicoterapeuta/Escritor/Palestrante (55 34) 3077-2721 (Uberaba)

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COMO VENCER A TIMIDEZ


Entrevista com o psicoterapeuta e escritor Fernando Vieira Filho (1)  pela jornalista Janaína Medeiros da Folha Universal – o tema da entrevista é voltado para a mulher  “COMO VENCER A TIMIDEZ”

 1- Quando a timidez em uma mulher pode atrapalhar a vida dela ou prejudicá-la? Cite alguns pontos que ela pode identificar.

 A timidez, a meu ver, é um “pacote” composto por 4 sentimentos altamente limitantes – o orgulho, a baixa autoestima, e os medos da crítica e da rejeição.

Ela impede a pessoa de aproveitar os bons momentos de sua vida: na infância, dançar, sorrir brincar.

Na juventude e vida adulta, a timidez atrapalha a pessoa na busca de um bom emprego (foge de entrevistas e processos seletivos), tem dificuldade em se relacionar (fazer novos amigos), namorar, tem horror a falar em público (perde grandes oportunidades de mostrar seu talento), sente-se socialmente incapaz,  etc.

 2 - De onde pode vir a timidez? A mulher nasce tímida? Algo pode fazê-la ficar tímida com o tempo?

 Como disse na primeira pergunta, a timidez vem do orgulho, baixa autoestima, medo da crítica e da rejeição, do ridículo e com grande carga de insegurança. Acredita-se que comece na primeira infância, entre 0 e 6 anos, lembrando que a pessoa não nasce tímida, ela se torna tímida. Quando nascemos, na verdade,  somos os reis da autoestima, todos nos elogiam: “Que criança linda…”, “Que gracinha”, “Que inteligência…” etc. Mas, a partir dos 2 a 3 anos, as crianças começam fazer traquinagens e as críticas e repreensões começam avassaladoras do tipo: “Que criança mais feia”, “Nossa, essa menina é um demoninho, puxou minha sogra”, “Essa criança é burra demais”, e por aí vai.

Os próprios pais geralmente destroem a autoestima, geram insegurança, assustam seus filhos, fazendo com que a criança se “encolha“ no medo da crítica, no medo da rejeição, no medo de desagradar, no medo de errar, criando um adulto tímido, esquivo e fechado no seu orgulho.

 3 - A timidez pode desencadear outras características na personalidade ou no comportamento da mulher? Quais?

 Pode levar a mulher a ter um transtorno psiquiátrico conhecido como fobia social ou desenvolver um transtorno de personalidade conhecido como evitativo, que leva a pessoa a uma inibição social, sentimentos de inadequação e incapacidade, com grande sensibilidade à crítica.

 4 - É possível deixar de ser tímida? Como?

 Sim. Quando ela resolver procurar ajuda profissional da área da psiquiatria e psicoterapia. Lembre-se:  a timidez anda de mãos dadas com o orgulho, portanto, seja humilde e procure se informar sobre o assunto e profissionais adequados.

 5 - Como desenvolver a coragem e a intrepidez?

 Coragem e intrepidez  não querem dizer ausência de medo, porque o medo faz parte da vida de qualquer ser humano normal. As pessoas corajosas sabem “enfrentar” os medos que sentem, portanto, as pessoas tímidas devem aprender a enfrentar seus medos, principalmente o da crítica e da rejeição.

 6 - Dê dicas de como a mulher pode conseguir superar/ vencer a timidez. 

1.         Evite ver as pessoas e o mundo como inimigos.

2.         Evite ser muita dura com seus defeitos, aceite sua humanidade.

3.         Evite querer agradar a todo mundo.

4.         Aceite os elogios.

5.         Procure trabalhar sua autoestima. Melhore sua autoimagem. Ame-se muito.

6.         Evite supervalorizar demais os outros em seu detrimento.

7.         Pare de olhar demais para seu próprio “umbigo”.

8.         Evite se melindrar o tempo todo. Deixe de ser “ofendidinha”.

9.         Evite a arrogância e o orgulho, seja humilde. A humildade é a base do sucesso.

10.    Evite o pessimismo.  Seja otimista! Você tem uma escolha: Pensar no pior ou no melhor. Pense no melhor.

11.    Aprenda a controlar sua ansiedade.

12.    Faça contato com as pessoas, crie seu networking.

13.    Enfrente seus medos, caminhe através deles.

14.    Finalmente, lembre-se que a timidez pode levar a pessoa a desenvolver transtornos psiquiátricos e psicológicos. Portanto, procure ajuda - você não está só!

 

(1) Fernando Vieira Filho – Psicoterapeuta Clínico, palestrante e escritor. Autor do livro CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ! – 2ª Ed. - Barany Editora - 2012. E coautor do livro DIETA DOS SÍMBOLOS – 6ª Ed. - Melhoramentos - 2004.    

   ODIODEPENDÊNCIA: VÍCIO EM ÓDIO

 

                          Fernando Vieira Filho* 

      O homem, de forma geral, combate à droga por ser nociva à saúde física e mental. Pois bem: vou colocar o ódio no mesmo patamar de uma droga potencialmente nociva e destruidora.

      Assim como a droga, o ódio também vicia, causa a dependência psicológica que é caracterizada por um estado mental da necessidade de ressentir sensações de decepção. 

      A “overdose” de ódio também pode matar a si mesmo (depressão, suicídio, câncer, infecções, doenças autoimunes, acidentes automobilísticos, paradas cardíacas e respiratórias, etc.) e aos outros (assassinatos, latrocínios, etc.).

        A compulsão para odiar, assim como a compulsão para usar drogas, se caracteriza por um estado de obsessividade e submissão que escraviza a vontade e submete o desejo da pessoa. Em alguns indivíduos, a compulsão para odiar é mais forte que sua vontade de amar, perdoar e até de viver - o ódio é que comanda sua vontade e seu corpo.

        Como disse o escritor irlandês Joseph Murphy (1898-1981), A personalidade odiosa, frustrada, distorcida e deformada está fora de sintonia com o Universo. Inveja os que têm paz, são felizes, generosos e alegres. Geralmente critica, condena e difama aqueles que lhe demonstraram generosidade, bondade e compaixão. Assume a seguinte atitude: ‘Por que ele deve ser tão feliz se eu sou tão desgraçado?’ Deseja atrair a todos para o seu próprio padrão de vida. O seu infortúnio necessita companhia.”

         O pensamento do viciado em ódio e suas expectativas giram, principalmente, em torno de uma maneira de odiar mais, de se apegar mais ao objeto de seu ódio e encontrar uma forma de espalhar este sentimento negativo em volta de si mesmo. Assim, atolando-se no “pântano” da autopiedade, o odiodependente corre o risco de entrar num estado agudo de depressão, que poderá levá-lo, consciente ou inconscientemente, a uma forma de autoeliminação – suicídio, acidentes ou doenças. Nesta fase, o ódio já ocupa o lugar central em sua vida e o submete de forma completa. Como disse o escritor norte-americano Hosea Ballou (1771-1852), "Odiar é punir-se a si mesmo".

      Na década de 30, o médico e psicanalista Sigmund Freud (1856-1939) já falava sobre a importância do ódio nos desequilíbrios - tanto mentais quanto físicos - do ser humano.

         É sempre bom lembrar que a pessoa que muito odeia é porque está com seu amor “ferido”, machucado, pisado.  

         E como tratar o odiodependente?

           Aqui entra minha experiência como psicoterapeuta e minha forma de tratamento: Geralmente, assim como os viciados em drogas, os viciados em ódio não querem ajuda e fazem sofrer as pessoas que com eles convivem.

        Condição importante: O odiodependente tem que se predispor ao tratamento, que segue os mesmos padrões de um toxicodependente, isto é, tratamento psicológico com um bom terapeuta que tenha uma visão holística/ sistêmica (visão integral do ser humano), e também com um bom médico psiquiatra para uma cobertura com medicação adequada, em situações que se fizerem necessárias, tais como o caso em que o paciente odiodependente esteja com sintomas de depressão aguda, na iminência de suicídio.

          É importante deixar claro que, em caso de depressão em fase aguda, a medicação farmacológica é necessária num primeiro momento, pois ela é fundamental para colocar “a casa interna” do paciente em ordem, trazendo, assim, uma estabilização emocional de forma rápida e eficaz. Desta forma, ele poderá dar início, através de um tratamento psicoterapêutico, à conscientização da emoção que o levou a “fazer” a depressão. Em minha prática psicoterapêutica, utilizo tratamentos complementares com Florais de Bach e Homeopatia que, juntos aos medicamentos alopáticos e a terapia, terão uma ação extremamente positiva na recuperação e harmonização emocional do paciente.

        Assim, a meu ver, a etapa mais importante no tratamento da odiodependência é a conscientização do seu ódio, para que o indivíduo tome a decisão do perdão.

       Voltando a Joseph Murphy, “Salientam os médicos que essas pessoas doentes, que foram magoadas, maltratadas, enganadas ou prejudicadas, estão cheias de ódio e ressentimento contra os que as feriram. Isso provoca feridas inflamadas e supuradas em seus subconscientes. Só há um remédio: elas têm que eliminar e descartar-se dos seus ferimentos e o único caminho seguro para isso é o perdão”.

    Finalizando, lembre-se do que recomendou Jesus Cristo quando perguntaram a ele sobre quantas vezes devemos perdoar um ofensor: “Eu não vos digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete vezes.”  Com isso, imagino que o Cristo, como um grande conhecedor da alma humana, quis dizer que devemos perdoar quantas vezes se fizerem necessárias.

        Afinal, o perdão que exercemos em relação a nós e aos outros é essencial para a nossa saúde, felicidade e sucesso.

 (*Fernando Vieira Filho é psicoterapeuta e autor do livro “CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ!”, pela Barany Editora)

(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)

(55 34)  3077-2721 (Uberaba)

http://curesuasmagoasesejafeliz.blogspot.com.br/

OS ANTIDEPRESSIVOS - Modo de ação em nosso corpo

 Por Fernando Vieira Filho (1)

Muitas pessoas me perguntam sobre a ação dos antidepressivos em nosso corpo. O medicamento causa dependência? Faz mal? Etc.

Vou explicar de forma simples e objetiva: O antidepressivo não causa dependência como se pensa; muitas pessoas confundem antidepressivo com ansiolítico, dizendo: “... estou deprimido, o médico me receitou um Diazepan”. O Diazepan é um ansiolítico, este sim, pode levar à dependência e, você não deve, em hipótese alguma, tomá-lo sem indicação médica.

O antidepressivo faz mal? Todo medicamento deve ser ingerido sob uma correta orientação médica. Pode trazer desconforto até a adaptação do organismo. Mas é a doença que faz mal, traz uma perda de qualidade de vida e pode levar à morte. Portanto, confie em seu médico. Quando prescreve um medicamento, ele se torna responsável pelo paciente e, este deve acatar, fielmente, às recomendações do profissional.

Na depressão, ocorrem mudanças físicas no funcionamento do nosso corpo. Os antidepressivos normalizam este funcionamento, isto é, colocam a “casa interna” do paciente em ordem, para que ele possa “enxergar” as mudanças de atitude e comportamento que terá que fazer em sua vida. Assim, juntamente com a medicação, ele poderá buscar o apoio e a orientação com bons profissionais do comportamento humano. Como sabemos, as células nervosas do cérebro, chamadas neurônios, não se “tocam” umas nas outras, estão separadas por um espaço, chamado de sinapse. Para que as mensagens, as sensações sejam transmitidas de um neurônio para outro, elas liberam substâncias químicas, conhecidas como neurotransmissores, que deixam uma célula e cruzam o espaço intercelular para o próximo neurônio, como um bastão numa corrida de revezamento. A mensagem só é transmitida se houver neurotransmissores suficientes na sinapse. Após a liberação, os neurotransmissores se fragmentam em “pedacinhos” ou voltam para os neurônios do cérebro que os havia liberado.

Quando a pessoa está deprimida os níveis de neurotransmissores são baixos – é como se o bastão da corrida de revezamento tivesse caído. A ação dos medicamentos antidepressivos consiste em aumentar a quantidade de neurotransmissores no espaço entre as células nervosas – é como se colocassem o bastão de corrida de volta nas mãos do corredor de revezamento. A quantidade de neurotransmissores na sinapse pode ser aumentada por vários antidepressivos, com atuações diferenciadas. Vejamos:

1.Aumentando a produção dos neurotransmissores (Triptofano).

2.Prevenindo a fragmentação dos neurotransmissores (inibidores de monoaminaoxidase ou IMAOs). Nome comercial do medicamento mais comum: Aurorix 150mg – nome genérico: Moclobemida.

3.Impedindo que os neurotransmissores na sinapse voltem às células nervosas, que sejam “recaptados” por elas (os tricíclicos, os inibidores de recaptação da serotonina – IRESs). Os mais conhecidos são: Fluoxetina, Prozac, Serenata, Paroxetina etc.

Com o passar do tempo, associando-se a medicação com a automudança – emoções equilibradas, capacidade de perdoar os outros e se perdoar, e outras mudanças de atitudes -, o corpo se ajusta e as quantidades de neurotransmissores produzidos naturalmente aumentam e a medicação pode ser descontinuada. Assim, o médico indicará uma diminuição gradual do medicamento (desmame).

E atenção: Jamais interrompa a medicação antidepressiva de “supetão” ou de uma só vez, pois isto provoca o chamado efeito rebote, isto é, os sintomas da depressão podem voltar com violência.

Lembro-me do que dizia o psiquiatra e titular da cadeira de Farmacologia da Faculdade de Medicina da UFTM de Uberaba, Dr. Elias Barbosa (1934-2011): “... esses medicamentos são abençoados”.

(1) 
Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
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 DEPRESSÃO E MEDIUNIDADE


Por Fernando Ferreira Vieira da Silva Filho (1)

Fontes consultadas (2)

Nos dias atuais, aumenta cada vez mais o contingente de pessoas em estado depressivo, vagando de consultório em consultório, sem esperanças de cura, com tristes prognósticos de internação em um hospital psiquiátrico. Formam uma grande leva de pessoas tristes, cansadas e desanimados para quem a vida parece não ter lógica alguma e a morte parece ser uma tábua de salvação.

Porque são levadas a fazerem mesmo o que não querem e não gostam, porque não sabem dizer não. E porque, também, dizem coisas que nem mesmo pensam, acabam sendo consideradas doentes mentais e tratados como tal.

A ciência, que ainda carrega em seu bojo, a filosofia cartesiana, mecanicista, e é materialista, não aceita o fato de que o ser humano seja formado de um corpo físico e uma alma que o domina e dirige, e que sobrevive à morte do corpo como individualidade livre e eterna. Isto porque não consegue ver e registrar a alma como identifica um nervo sob seu bisturi, ou porque seus instrumentos de análise não a percebem e sua observação direta não o identifica. O pensamento, que é o Espírito em ação, não seria nada mais do que o resultado do jogo das partes do cérebro, assim como uma secreção inteligente sem outras implicações fora da mente humana.

Esta é um triste realidade que constatei no início do segundo milênio quando a ciência procura vida em outros sistema solares, tem mesmo a pretensão de explicar a origem do Universo, e ainda não conhece o próprio homem já que não descobriu que ele não é apenas corpo, mas corpo, Espírito e alguma coisa mais. Isto dois mil anos depois de Jesus ter trazido sua mensagem de eternidade da vida pela sobrevivência da alma, e a Misericórdia Divina ter enviado, há 154 anos, a Doutrina Espírita demonstrando experimentalmente a existência do Mundo Espiritual e sua interação com o Mundo Físico e os espíritos estarem fazendo operações espirituais de extrema importância e delicadeza, a fim de despertar essa ciência materialista e recalcitrante.

Todas as ciências que cuidam da mente como a psiquiatria, psicanálise e a psicologia, desde que não admitam o Espírito, que é a essência do ser, jamais poderão explicar uma doença espiritual, pelos seus métodos e sistemas de análise.

Sendo a depressão é uma doença de origem espiritual, uma fase avançada do processo obsessivo, resultante do assédio persistente de espíritos inferiores e sofredores sobre a mente do homem e dos que o circundam, logicamente, quem não acredita na alma não está em condições de conhecer-lhe a causa e muito menos de tratá-la.

Daí essa situação triste de tanta gente consumindo custosos medicamentos para apenas minorar, controlar, “domesticar” o sofrimento, sem atingir a causa do problema, uma vez que não resolvem a questão e acabam danificando o seu organismo, limitam sua capacidade mental e afetiva, tirando-lhe condições de trabalho e de sobrevivência, podendo se transformar num caos econômico para toda a sua família.

O que a medicina procura é minimizar os efeitos do comportamento do paciente para que ele possa conviver com os outros, e é isto que faz quando lhe prescreve um psicotrópico que diminui sua capacidade mental, sua vontade e sua memória, tornando-o apático, indiferente e, conforme a sua impregnação medicamentosa, um verdadeiro robô a se mover sem vontade própria e sem objetivo determinado.

Quando o medicamento não consegue isto, a família do deprimido, ignorando as causas de sua doença e cansada de suportá-lo, procura interná-lo num sanatório e é aí que coisas pioram ainda mais e condenam o doente a acabar verdadeiramente louco, tendo em vista interações medicamentosas, que podem ser destrutivas se mal prescritas e o convívio continuado com outros doentes.

Para que o leitor possa pensar sobre o assunto, vou utilizar de matéria antiga publicada pela Folha de São Paulo, em sua edição de 15/08/1996, página 7 do 3º caderno, iniciando por trechos deu um artigo assinado pela jornalista Noelly Russo.

“Os distúrbios mentais ameaçam encurtar a vida dos brasileiros. Alcoolismo, depressão e transtornos da ansiedade hoje são responsáveis por faltas no trabalho e até por aposentadorias precoces.

“Nos EUA, aonde esses distúrbios vêm sendo pesquisados, a depressão é a segunda maior causa de ausência no trabalho. Só fica atrás de problemas cardíacos. Os gastos e prejuízos chegam a US$ 43 bilhões por ano.

“No Brasil, ainda não há estatística sobre o prejuízo causado pela depressão. Os psiquiatras acreditam que um quadro semelhante ao americano exista no país.

“Estima-se que 15% das aposentadorias precoces estejam relacionadas a distúrbios psiquiátricos”, diz Jair Mari, diretor do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo.

“O Ministério da Previdência não possui dados sobre aposentadorias precoces por causas psiquiátricas. “A psiquiatria na aparece na mortalidade, por isso não existem dados disponíveis”, diz Mari.

“Segundo ele, os custos incluem consultas e medicamentos. “Sem tratamento, o custo aumenta. O deprimido falta ao trabalho ou tem capacidade de produção reduzida. O mau diagnóstico faz com que ele ou o Estado, gaste com exames e medicamentos inadequados.”

“Beny Lafer, diretor do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas do Hospital das Clínicas da USP (Gruda), aponta a depressão como um dos distúrbios mais comuns entre os freqüentadores do Gruda.

“Muitas pessoas têm sua capacidade produtiva reduzida ou não conseguem trabalhar. Outros nem saem de casa.” Segundo ele, os sintomas aparecem e desaparecem.

“Quem já passou por uma crise depressiva tem 50% de chances de recaída. A probabilidade é de mais de 90% se houve três crises ou mais. Nesses casos, o tratamento não deve ser interrompido”, diz.

“No Brasil é possível estimar alguém com distúrbio psiquiátrico. Pode-se estimar que mais de 20% da população brasileira tenha algum distúrbio”, diz Valentin Gentil filho, presidente do conselho Diretor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas.”

Segundo o psiquiatra inglês Stewart Montgomery, a depressão é uma doença que atinge 20% das pessoas em cada país do mundo. “É uma doença séria que dura a vida inteira. Ela prejudica tremendamente o doente e os que o cercam”, diz ele.

É um depoimento grave, mas que é a expressão da verdade, porque quando o paciente começa o tratamento não para mais; como apontei, não cura a depressão, apenas controla as reações e ações do paciente para que possa conviver com as outras pessoas e, por isto mesmo, como disse o médico inglês, “o tratamento dura a vida inteira.” Mas voltemos à transcrição.

“O inglês acredita que a ausência no trabalho provocada pela depressão é assustadora em todo o mundo. Segundo ele, a depressão é, em níveis mundiais, a doença que mais deixa o paciente de cama.

“O Banco Mundial fez um estudo que serviu para que os governos tomassem consciência de que é muito caro não cuidar do deprimido. Ele vai produzir menos, ou nada. Nesse caso, pode perder o emprego, passa a depender da família e, no mínimo, faz com que o Estado perca um contribuinte.

“A pior conseqüência da doença é o suicídio. Montgomery estima que 15% dos deprimidos cometam o suicídio. “Esse índice pode seu aplicado à maioria dos países. Isso porque a prevalência da doença é semelhante em todos os lugares.”

Ainda no mesmo Jornal e na mesma página, há outra matéria sob o título Conheça os distúrbios, da que também vamos transcrever alguns trechos.

“Os distúrbios psiquiátricos mais comuns são alcoolismo, depressão e transtornos de ansiedade, que incluem além de crise de ansiedade, pânico, fobias e manias.

“A depressão é considerada hoje como uma doença séria e qual interfere de maneira nociva na vida do doente. Os principais sintomas são insônia, tristeza persistente, desânimo, alteração no apetite, fadiga, falta de energia, baixa produtividade e perda de prazer (libido).

“A diferença de um estado depressivo e de uma crise está na identificação de pelo menos cinco dos oito sintomas, que manifestam, pelo menos, por duas semanas, de acordo com uma escala criada pelo médico inglês Stewart Montgomery, no final da década de 70.

“Os transtornos de ansiedade provocam estado de excitação e medos. O paciente que tem esses transtornos tem dificuldade de concentração, mal-estar físico, angústia e sensações desagradáveis como a taquicardia, tensão e perturbações estomacais.

“Os estados de ansiedade como pânico e fobias pode impedir a pessoa de sair de casa ou exercer determinadas funções.

“Uma pessoa com Síndrome do Pânico pode, por exemplo, vivenciar o terror de sair de casa com medo de morrer.

“A ansiedade, por outro lado, pode estar relacionada à depressão. Isso acontece quando o doente alterna estados de apatia profunda com euforia exagerada.”

Esses diversos depoimentos e notas podem dar uma idéia do tamanho do problema da depressão e de suas implicações sociais, especialmente da triste sorte reservada àqueles que são levados a esse estado de triste amargura.

Antes de abordar o assunto sob o ponto de vista espírita, no entanto, vou retirar do mesmo caderno Três, do mesmo Jornal, página 8, algumas considerações sobre os medicamentos ansiolíticos (calmantes), transcrevendo o artigo intitulado Substância reduz insônia, abaixo:

“A substância mais comum encontrada nos tranqüilizantes hoje é chamada de benzodiazepínico. Ela reduz a ansiedade, acalma e combate a insônia.

“Essa substância é usada por médicos para o tratamento de doenças como a epilepsia, porque combate convulsões.

“Também é usada no tratamento de dores fortes, alcoolismo, depressões e distúrbios de ansiedade.

“A maior crítica que se faz sobre os medicamentos benzodiazepínicos é que causam dependência.

“Os benzodiazepínicos também causam sonolência, amnésia, lapsos de memória e diminuem o reflexo dos usuários. Provocam lesões graves em gestantes. Se misturados com álcool, os benzodiazepínicos podem levar ao coma.

“A interrupção abrupta no uso desses medicamentos também tem conseqüências desagradáveis. Podem aparecer tremores, taquicardia, sudorese, diarréias, ansiedade, formigamento no corpo, entre outros.”

Eu trouxe, a você caro leitor, estas informações veiculadas pelo jornal A Folha de São Paulo, que as colheu em fontes altamente técnicas e insuspeitas, para que possa falar sobre o aspecto espírita da questão, da doença de cunho espiritual que Allan Kardec, desde o início de seu trabalho, chamou de obsessão, e que, de acordo com o grau de dominação, pode-se transformar em fascinação e possessão.

De modo geral, todas as pessoas podem ser influenciadas pelos espíritos que nos rodeiam, no entanto, no meio da multidão, numa porcentagem cada vez mais crescente, há uma categoria de pessoas que, pelas predisposições de seu organismo e pelos seus compromissos de ordem espiritual, estão muito mais propensas a receberem a influenciação dos espíritos, a servirem de intermediárias entre estes e os homens, gozando das mais variadas faculdades para esse intercâmbio.

São as pessoas chamadas de médiuns, medianeiras, justamente pela natureza de suas faculdades, como acima se explicou.

Por outro lado, é preciso frisar que ninguém renasce com uma espécie de carimbo que o identifique como médium. Também é preciso esclarecer que, para ser médium, não há necessidade de que o indivíduo seja Espírita, freqüente um Centro Espírita, ou receba de outra pessoa as suas faculdades.

Como o indivíduo já vem dotado de faculdades mediúnicas, pode-se dizer que elas são inatas, e o segue vida afora, sujeitando-o a todas as suas implicações: os pensamentos e fatos inusitados que ele mesmo não compreende, e os outros muito menos.

Mencione-se ainda que suas faculdades, dependendo do grau e da natureza delas, desabrocham desde cedo, em tenra idade, geralmente as faculdades de ver – vidência – e de ouvir – audiência, além de outra faculdade que Allan Kardec chamou de a faculdade de sentir os espíritos.

É enorme o número de pessoas dotadas de faculdades mediúnicas, de todos os gêneros, que desconhecem essa sua particularidade e são muito prejudicadas pelos espíritos inferiores que pululam ao nosso lado, e que não hesitam em se imiscuir em sua mente, em seus interesses, impondo-lhes pesado fardo de provações, tais como a desarmonia e desmantelo dos lares, provocação de brigas e de crimes, viciação de todos os gêneros, doenças e até mesmo a morte do corpo físico pela exaustão do fluido vital da pessoa atacada, ou vampirizada.

Todas essas intervenções de espíritos malfazejos, de modo geral, provocam depressão no indivíduo visado, com todos os seus sintomas característicos como insônia, tristeza persistente, desânimo, alteração do apetite e do humor, fadiga, falta de energia, baixa produtividade, perda de prazer (libido), para citarmos os sintomas com os quais a medicina moderna, identifica a depressão.

Assim, penso que, a imensa maioria dos casos de depressão, nasce de um processo obsessivo, da ação persistente e negativa de espíritos malévolos sobre a pessoa visada.

Por isso, sempre sugiro aos meus clientes, seja qual for a sua religião, que façam um culto ao Evangelho, começando com uma prece dirigida a Deus, aos santos e/ou amigos espirituais, seguindo a isto, a leitura (em meia voz) de um trecho (aberto a esmo) do Evangelho ou Novo Testamento e, terminando com uma prece de agradecimento ao Pai Maior. Peço ainda, que iniciem algum trabalho voluntário, em sua comunidade religiosa, para que exercitem a caridade em favor de seus semelhantes mais necessitados. Que os levará a uma autoreforma, ajustes de conduta íntima e a uma harmonização de seus conflitos existenciais.

É de bom alvitre levar tratamento médico, junto ao tratamento espiritual, porque ambos, com certeza, trarão ao doente o alívio de seus sintomas e uma esperança e até a remissão total de sua doença.

(1) 
Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

(2) Fontes consultadas:

Franco, Divaldo - Tormentos da Obsessão.

Menezes, Bezerra - Loucura sob novo prisma. Feb
Dalgalarrondo, Paulo - Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais, 2ª Ed. Artemed.

Gentile, Salvador – Depressão. Cura-te a ti mesmo.

Departament of Health and Human Services: Depression is a Treatable Illness: A patient´s Guide DHHS Public Health Service. 1993.

Jornal Folha de São Paulo - em sua edição de 15/08/1996, página 7 do 3º caderno
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Quando o sofrimento tem duas faces: O Bipolar

Por Fernando Ferreira Filho *
 
O transtorno afetivo bipolar era conhecido, há algum tempo atrás como psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi desconsiderado porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas de psicose, em verdade, na maioria das vezes esses sintomas não se manifestam. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação concluída. Com certeza, nos próximos anos aparecerão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. O importante é compreender o que vem a ser o transtorno bipolar.
A alternância de estados depressivos com maníacos (estado de euforia) é a tônica dessa desarmonia mental. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco (eufórico) tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa (fala muito, fica muita chata, inconveniente, etc.). Mania em psicologia significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual à depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características mais aparentes:
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 18 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 65 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca (exaltada, eufórica), iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou de repente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos e terapeutas retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Tipos mais comuns:
Hoje em dia, os estudiosos aceitam uma divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. Para facilitar, o tipo I é considerado a forma clássica em que a pessoa apresenta os episódios de mania (fase de euforia) alternados com os depressivos (amuado, caladão, quieto, triste, etc.). As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Usualmente,observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a apresentarem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca apresentaram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar a fase de mania, mas de hipomania (que é uma alteração de humor semelhante à mania, porém com menor intensidade) com a depressão.

Fase maníaca (eufórica, exaltada)
De modo geral leva de uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar à manifestação de “mania de grandeza” considerando-se uma pessoa muito especial, dotada de poderes e capacidades únicas. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono (insônia). A pessoa apresenta uma forte pressão para falar sem parar (verborragia), as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias. A pessoa apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distraírem-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição de desarmonia mental, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente (chata) ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso ocorre.

Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído (insônia), mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca podem durar meses também.
Um exemplo de como uma pessoa se sente na fase de mania:
Ela se sente bem, realmente muito bem, quase invencível. Ela se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ela está cheia de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrada se a incapacidade dos outros não a deixasse ir além. Ela mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ela se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade (não tem limites) ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo e age, como se nada tivesse acontecido. As coisas que antes não a interessavam mais lhe dão prazer agora; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento, são para ela amistosas e bondosas. Você já viu pessoas neste estado? Bastante não é.

Sintomas maníacos:
• Sentimento de estar no topo do mundo com uma alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase a pessoa ri da própria desgraça.
• Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
• Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
• Hiperatividade, as pessoas nesta fase não conseguem ficar paradas, sentadas por mais do que alguns minutos ou relaxar.
• O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
• O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
• Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
• A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
• A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
• Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.

Sintomas da fase depressiva:
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, a pessoa fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansam-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em se concentrar no que faz e os pensamentos ficam inibidos, ficam lentos, faltam idéias ou demoram para a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.

Em geral:
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também pessoas, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada?
Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os doentes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pessoas que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania, tecnicamente, falando significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.

O que causa esta doença?
Ninguém chegou a um consenso, a causa propriamente dita ainda é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema (hereditariedade), traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças impostas, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida, ódio por pessoas a quem se muito amou, etc.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os doentes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.

Como se trata?
Primeiro lugar consulte seu médico ou terapeuta particular.
Mas de forma geral nestas fases mais agudas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores e estudiosos que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o doente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim a pessoa de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao doente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
(1)
Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)
*Fontes consultadas:
• Age of Onset of Bipolar II Depressive Mixed State, por FRANCO BENAZZI
• Bipolar Disorder, por MAJ, MARIO / LOPEZ-IBOR, JUAN JOSU / AKISKAL, HAGOP S. (2002).  

DEPRESSÃO - Como reconhecê-la


Por Fernando Vieira Filho (1)

A depressão representa uma das doenças mais comuns da era moderna, mas já é conhecida desde a antiguidade. É um mal que acomete homens, mulheres e crianças, de todas as etnias e classes sociais, mas é duas vezes mais comum nas mulheres. Sentimentos de ódio, infelicidade, inutilidade, culpa e vazio são normais e ocorrem em todas as pessoas após acontecimentos indesejáveis. Geralmente desaparecem algum tempo depois, não devendo ser encarados como depressão. Entretanto, deve-se ficar atento quando esses sentimentos se tornam graves e duram várias semanas.

O que é a depressão?

A depressão é uma doença caracterizada por um estado de humor deprimido. A pessoa fica angustiada, desanimada, sente-se sem energia e uma tristeza profunda, às vezes acompanhada de tédio e indiferença. Quando os sentimentos são muitos e confusos, o indivíduo pode ter a impressão de que não tem sentimentos. As atividades normais do dia-a-dia passam a não ter mais importância e a pessoa passa a encarar até as tarefas mais simples como se fossem um grande esforço.

A vida perde o "colorido" e a pessoa perde o interesse por tudo, inclusive seus hobbies preferidos, amigos e até o sexo. Há mudança do apetite (que pode aumentar ou diminuir), alterações do sono (sendo mais comum a insônia). Geralmente a pessoa deprimida prefere ficar isolada, num lugar onde possa ficar só. Assim, doença interfere com o trabalho e a vida da pessoa, podendo mudar até a maneira como o indivíduo pensa e/ou age. Pode levar o doente ao suicídio, a somatização de doenças muito graves e até acidentes bastante sérios.

A doença se manifesta quando há uma alteração na comunicação entre as células cerebrais, os neurônios, causando um desequilíbrio químico-fisiológico. Essa comunicação é realizada por substâncias chamadas neurotransmissores. No caso da depressão, são importantes duas dessas substâncias: a serotonina e a noradrenalina. Elas estão envolvidas em todos os processos responsáveis pelos sintomas da doença.

O que causa a depressão?

Na depressão nem sempre é possível descobrir quais acontecimentos levaram ao seu desenvolvimento. Na maioria das vezes é uma doença que se apresenta com apresenta múltiplas causas, que interagem umas com as outras levando à sua apresentação clínica. Acredita-se que haja uma base genética, já que pessoas com história familiar de depressão apresentam maiores chances de desenvolver a doença. Associados a isso, podemos ter os seguintes fatores:

• Acontecimentos na vida que levam a grande entristecimento: morte na família, crise e separação matrimonial, menopausa, parto, etc
• Modo de encarar a vida, de forma pessimista, negativista
• Estresse e o ódio
• Problemas sociais como desemprego, solidão

Esses fatores citados acima podem desencadear a doença em pessoas predispostas ou então levar por si só à depressão.

Quem apresenta maior risco de desenvolver a depressão?

Alguns indivíduos apresentam maior risco de desenvolver depressão, como por exemplo:

• Pessoas que já tiveram depressão (reincidência)
• Pessoas que têm familiares com depressão (fator genético)
• Pessoas que convivem freqüentemente com eventos adversos
• Pessoas com problemas de relacionamento, ódio, culpas, etc
• Aqueles que sofrem de isolamento social, como: idosos, desempregados, marginalizados, minorias étnicas, mães solteiras
• Doentes ou incapacitados
• Mulheres nos 18 meses seguintes ao parto
• Pessoas que abusam de drogas, medicamentos, álcool

Como reconhecer a depressão?

Como dito anteriormente, os critérios para o diagnóstico da depressão baseiam-se principalmente na intensidade e duração dos sintomas. Em geral, os pacientes apresentam:

• Sentimentos de inutilidade, desamparo ou falta de esperança
• Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade, medos
• Dormir mais ou menos que o normal
• Comer mais ou menos que o normal, se alimenta mal
• Dificuldade em concentrar-se ou em tomar decisões, falta de assertividade
• Perda de interesse em participar de atividades
• Redução da libido (desejo sexual)
• Recusa em estar com outras pessoas
• Sentimentos exagerados de culpa, tristeza ou ódio (aparente ou não)
• Perda de energia ou sentimento de cansaço
• Pensamentos de morte e suicídio

Importante lembrar que a depressão pode manifestar-se também por sintomas físicos ou somatizados, como dores de estômago, dores de cabeça, dores pelo corpo e nas costas, pressão no peito, subnutrição, entre outros.

Tratamento

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, a depressão tem cura. É importante que ao perceber os sintomas, a pessoa procure atendimento médico psiquiátrico ou psicoterapêutico, pois quanto antes for iniciado o tratamento mais rápido o doente voltará à sua vida normal. O tratamento medicamentoso pode ser realizado com o uso de antidepressivos, podendo ser associado a homeopatia e a terapia Floral. É fundamental o apoio e a participação de familiares e amigos no sucesso do tratamento.

Os antidepressivos constituem um grupo de medicamentos químicos que têm o objetivo de restabelecer o equilíbrio da comunicação dos neurônios. Atualmente temos vários tipos de antidepressivos, cada um com sua indicação específica de acordo com o médico psiquiatra.

Os antidepressivos alopáticos de um modo geral não causam sonolência, nem dependência e não precisam ser tomados para o resto da vida. Uma característica importante é que o início dos efeitos não é imediato, necessitando de um período de aproximadamente 3 a 4 semanas para começar a mostrar resultados. Da mesma forma, deve-se ter em mente que o tratamento da depressão é demorado, levando em média de 4 a 6 meses, podendo estender-se até um ano ou mais. Isso tudo vai depender da gravidade da doença e da resposta do paciente ao tratamento.

A psicoterapia holística é mais um instrumento terapêutico de grande importância, pois ajuda a pessoa a se conscientizar da doença e que precisa de ajuda e de se autoajudar, identificando em si mesma pontos importantes que possam ter contribuído para o desenvolvimento da depressão, ao mesmo tempo em que possibilita a elaboração de estratégias para driblar esses fatores. Associada a alopatia (prescrita pelo médico), a homeopatia e aos Florais de Bach, levam o tratamento a uma interação sinérgica de excelentes resultados.

Um amigo ou familiar está com depressão, o que fazer?

Em primeiro lugar deve-se compreender que a pessoa não tem culpa de estar deprimida, e que ela não pode simplesmente sair dela. Tentar animar a pessoa deprimida, mostrando as coisas boas da vida, na maioria das vezes só piora as coisas. Você se sentirá frustrado e a pessoa deprimida se sentirá mais culpada ainda. Algumas atitudes, entretanto, podem ser extremamente úteis:

• Escutar a pessoa deprimida: encorajar a pessoa a falar sobre seus sentimentos, oferecer apoio; não tente resolver os problemas dela, apenas escute
• Não critique, pois as pessoas deprimidas são muito sensíveis e isso pode fazê-las desmoronar
• Não tome a depressão do outro como sua culpa
• Não pressione
• Não assuma as responsabilidades dela
• Não perca a paciência, a pessoa deprimida pode estar irritável
• Ofereça simpatia e compreensão e sugira a pessoa procurar ajuda de médico psiquiatra ou terapeuta competente.
(1)Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

Bibliografia
Whitfield, Charles L. A Verdade Sobre a Depressão - Alternativas para a Cura.CULTRIX
Lang, Susan S.; Thase, Michael E. Sair da Depressão - Novos Métodos para Superar a Distimia e a Depressão Branda Crônica. IMAGO
Americana, Associação Médica. Guia Essencial da Depressão. AQUARIANA



Por Fernando Vieira Filho**

Segundo a psicologia geriátrica, a depressão não é um "ingrediente natural" no processo de envelhecimento. Sem dúvida, o processo de envelhecer traz uma série de desafiadores problemas que incluem deficiências físicas, perda de familiares e amigos, o aumento da dependência em relação aos outros, e assim por diante.

Uma consequência muito freqüente dessas condições é a depressão. De 15 em cada 100 pessoas com mais de 65 anos no mundo são atingidos por ela. Mas isso não quer dizer que a depressão anda, naturalmente, atrelada ao processo de envelhecimento.

Além disso, quando a depressão no idoso é identificada e ele se dispõe a iniciar o tratamento, o ideal é levá-lo em várias frentes, ou seja, tratamento médico e terapêutico, com o uso de antidepressivos, podendo ser associados à homeopatia e aos florais de Bach. Com esta "atenção" dada aos doentes, eles têm uma recuperação excelente, melhorando significativamente sua qualidade de vida.

Para quem luta com a depressão, essa situação pode parecer incapacitante, sem fim, junto a problemas que incluem perda de apetite e insônia. Entre os idosos, especialmente, a depressão pode levar à somatização de doenças físicas e a acidentes que levam a uma incapacitação física.

E a depressão é também a principal causa de suicídio entre os idosos. Segundo estudos, a ligação entre a depressão geriátrica e o suicídio é mais proeminente em homens com idade acima de 80. A falta de tratamento, na maioria dos casos, não é devido à falta de recursos médicos ou terapêuticos. Setenta por cento dos idosos vítimas de suicídio foram examinados por um médico nos seus últimos 60 dias de vida. Talvez, como a estatística indica, os médicos e cuidadores é que não estão atentos aos sintomas da depressão.

Ao reconhecer os sintomas depressivos nos idosos, fica mais fácil fazer o que tem que ser feito. A depressão clínica é uma das doenças mais conhecidas entre os médicos e terapeutas em todo o mundo, mas pode ser camuflada e muito esquiva em uma pessoa idosa. Por um lado, as desordens físicas e cognitivas que afetam os idosos podem abranger os sintomas depressivos. Por outro lado, as pessoas idosas podem ser mais relutantes em buscar tratamento para a depressão, por causa de um estigma social ou simplesmente porque não há ninguém com quem conversar ou desabafar. Como resultado, os cuidadores e profissionais de saúde muitas vezes não podem detectá-la a tempo.

Por isso, devemos ficar atentos com nossos idosos. Se por algum motivo ligado a desavenças do passado for difícil ter por eles uma atenção maior, um carinho ou amor, que pelo menos possamos ter compaixão do ser humano que já viveu bastante. E nos lembrarmos de que somos mortais, que pela lei natural da vida, seremos também idosos.

E pensemos... Como gostaríamos de ser tratados? Pergunta difícil? Então vamos refletir.
**Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

 Perigo: estamos deixando de ter nossos próprios sonhos


Por Fernando Vieira Filho*

Dias atrás, em um raro momento dedicado a mim mesmo, comecei a refletir sobre o porquê de nós, humanos modernos, vivermos quase sempre cansados, com aquela sensação de que estamos sempre atrasados... Ficamos irritados com facilidade, vemos cada vez menos os amigos e a família. Casamos com o trabalho. Divertimo-nos pouco. Consumimos vitaminas, energéticos, aspirinas, ansiolíticos e antidepressivos...
E concluí: provavelmente paramos de usar nossa poderosa máquina de sonhar, visualizar e pensar. Toda obra humana existente na face da Terra já existiu antes na mente de alguém que sonhou. Já se dizia que tudo que pode ser imaginado pode ser construído. Há cerca de 150 anos, Julio Verne foi chamado de ficcionista maluco ao antever máquinas maravilhosas como os submarinos e as naves espaciais. Walt Disney visualizou um grande parque de diversões quando olhava para um terreno pantanoso na Flórida. Juscelino sonhou com Brasília muito antes das obras começarem. Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, visualizou centenas de lojas espalhadas pelo Brasil afora. Agora, pasmem com o que vou dizer: os visionários estão sumindo. A aceleração da história e o ritmo alucinado da vida moderna estão impedindo que nós sonhemos de olhos abertos, que tenhamos tempo para pensar e visualizar. A maioria de nós não está utilizando devidamente essa máquina poderosa e única chamada “imaginação”.
As novas tecnologias, como a informática e a Internet, ao invés de proporcionarem o aumento das horas de lazer e descanso, têm provocado a extensão das jornadas de trabalho de oito para 12 ou 15 horas. Com os laptops, palms e a Internet, os escritórios ficaram móveis. Eles passaram a nos acompanhar durante as viagens, nos restaurantes e nas residências. Nossa obsessão por preencher qualquer tempo livre escutando notícias, “surfando” na Internet, jogando videogames ou vendo televisão está deixando nossas mentes cada vez mais ocupadas, sem tempo para o sonho, para a criatividade.
Uma pesquisa recente entre executivos revelou que dois terços deles passam menos de meia hora por dia pensando ou sonhando. O preocupante é que estamos nos alimentando e acomodando com a fartura de "pratos feitos", repletos de sonhos fabricados pelos outros. A mídia é pródiga na oferta de sonhos prontos. Para delírio da nossa cada vez mais preguiçosa imaginação, as imagens de apartamentos, carros, lugares paradisíacos para passar as férias já chegam prontas. Os momentos ou intervalos criativos estão ficando cada vez mais restritos. Eles aparecem rapidamente no chuveiro, no quarto, quando caminhamos, dirigimos ou usamos algum meio de transporte. Dificilmente alguém tem uma boa idéia durante as horas normais de trabalho nos escritórios. Talvez devêssemos colocar chuveiros, camas, esteiras elétricas e volantes de automóveis nos escritórios.
A solução mais simples parece estar no cultivo de intervalos criativos de uns vinte minutos por dia; no aproveitamento dos finais de semana e férias onde se possa ficar mentalmente afastado do trabalho, para deixar a imaginação e a criatividade soltas.
O sonho e a imaginação são os primeiros passos para qualquer empreendimento. Sem eles, a mesmice impera, a mediocridade vence e o progresso humano fica travado. Sonhar não custa nada, mas rende muito. É hora de reagir: vamos aquecer e reativar nossa poderosa máquina de sonhos, que é a nossa mente! 

*Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

 TERAPIA DO ELOGIO


Por Arthur Nogueira*

Renomados terapeutas que trabalham com famílias, divulgaram uma recente pesquisa onde nota-se que os membros das famílias brasileiras estão cada vez mais frios:
Não existe mais carinho, não valorizam mais as qualidades, só se ouvem críticas.
As pessoas estão cada vez mais intolerantes e se desgastam valorizando os defeitos dos outros.
Por isso, os relacionamentos de hoje não duram.
A ausência de elogio está cada vez mais presente nas famílias de média e alta renda. Não vemos mais homens elogiando suas mulheres ou vice-versa, não vemos chefes elogiando o trabalho de seus subordinados, não vemos mais pais e filhos se elogiando; amigos, etc.
Só vemos pessoas fúteis valorizando artistas, cantores, pessoas que usam a imagem para ganhar dinheiro e que, por conseqüência são pessoas que tem a obrigação de cuidar do corpo, do rosto.
Essa ausência de elogio tem afetado muito as famílias.
A falta de diálogo em seus lares, o excesso de orgulho impede que as pessoas digam o que sentem e levam essa carência para dentro dos consultórios.
Acabam com seus casamentos, acabam procurando em outras pessoas o que não conseguem dentro de casa.
Vamos começar a valorizar nossas famílias, amigos, alunos, subordinados. Vamos elogiar o bom profissional, a boa atitude, a ética, a beleza de nossos parceiros ou nossas parceiras, o comportamento de nossos filhos.
Vamos observar o que as pessoas gostam.
O bom profissional gosta de ser reconhecido, o bom filho gosta de ser reconhecido, o bom pai ou a boa mãe gostam de ser reconhecidos, o bom amigo quer se sentir querido, a boa dona de casa valorizada, a mulher que se cuida, o homem que se cuida, enfim vivemos numa sociedade em que um precisa do outro; é impossível um homem viver sozinho, e os elogios são a motivação na vida de qualquer pessoa.
Quantas pessoas você poderá fazer feliz hoje elogiando de alguma forma?
Comece agora!
Você é uma pessoa maravilhosa!
Tenha excelentes dias sempre!

Artur Nogueira é psicólogo.

COMO VENCER OS PENSAMENTOS NEGATIVOS


Entrevista para o Portal Tão Feminina
Pauta: Detox Emocional com Fernando Vieira Filho (1)

 1 – Por que surgem os pensamentos tristes/desmotivadores? É comum tê-los?

A vida tem seus bons e maus momentos, o que é absolutamente normal. Pensamentos negativos e tristes fazem parte de nossa vida e temos que aprender a lidar com isso,  aprimorando nosso autoconhecimento.

2 – Quando estes pensamentos podem ser sinal de algo mais grave, como depressão, por exemplo?

Vamos entender a depressão. Basicamente existem 2 tipos:

A depressão reativa é quando reagimos não muito bem aos fatos normais da vida, como, por exemplo: perda de um emprego, decepção amorosa, perda de um ente querido etc. Ela é comum em nossa vida e saímos dela, naturalmente, sem uso de medicamentos ou terapias específicas.

A depressão perigosa é a que chamamos endógena e ela surge de nós mesmos, começa com pensamentos muito negativos, de desânimo e morte. Começamos a nos  isolar dos amigos, perder a vontade de comer, de acordar, de trabalhar, de tomar banho, de viver etc. Para esta é necessário buscar um médico psiquiatra e tomar medicamento por uma temporada, junto a um tratamento psicoterapêutico. Esta última nos leva ao risco de vida, através do suicídio e de “fazermos”, de forma inconsciente, acidentes e doenças graves.

3 – Qual a melhor maneira de não nos deixar levar por esse tipo de sentimento negativo?

Procurando evitar fixar nossa mente no passado. O passado nos traz sentimentos de culpa e mágoa. Não podemos mudar o passado, portanto não percamos tempo com isso. Devemos a todo custo procurar viver o momento presente, o aqui e agora, porque é no presente que a vida acontece. É como uma página em branco para escrevermos o que quisermos, dando um direcionamento positivo em nossa vida.

4 – O que fazer para “espantar” um pensamento negativo, quando ele surgir?

Quando surgir um pensamento negativo, é preciso contrapor com alguma lembrança agradável, uma foto de um ente querido, uma música que traga recordações de bons momentos, ou mesmo, ouvir ou contar uma piada, e, mais importante, elevar o pensamento a Deus, pedindo forças, lembrando que Deus está no comando de tudo.

5 – Quais as melhores dicas para evitar ter este tipo de pensamento?

Todos temos pensamentos negativos, isso é normal em nossa vida; o que precisamos é evitar que eles se tornem patológicos.

Veja,  então, 10 dicas para evitar tais pensamentos:

  1. Busque desenvolver sua espiritualidade, sua conexão com o Divino;
  2. Entregue suas preocupações para Deus cuidar. A vida é repleta de altos e baixos e isso não podemos controlar;
  3. Pare de se preocupar com o futuro, a vida só acontece no presente;
  4. Pare de sentir culpa, ela é improdutiva e te “amarra” no passado. Siga sempre em frente e evite de cair no mesmo erro;
  5. Exercite o perdão e o autoperdão sempre que necessário – ninguém é perfeito;
  6. Ocupe sua vida com leituras, pensamentos e conversas edificantes;
  7. Evite programas em TV e rádio que só enfatizam o “mundo cão”.
  8. Ouça músicas alegres e cante junto.
  9. Procure servir o próximo sempre que puder,
  10. O importante é sempre ter e manter um propósito de vida.

 (1) Fernando Vieira Filho – Psicoterapeuta Clínico, palestrante e escritor. Autor do livro CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ! – 2ª Ed. - Barany Editora - 2012. E coautor do livro DIETA DOS SÍMBOLOS – 6ª Ed. - Melhoramentos - 2004.   

DEPRESSÃO PÓS-PARTO – UMA DOENÇA MUITO SÉRIA QUE ATINGE MUITAS MULHERES

Por Fernando Vieira Filho (1)

Existem duas formas de depressão no pós-parto, uma mais leve e mais comum chamada pelos americanos de “Baby Blues”, na  gíria americana a palavra blue tem conotação de tristeza, e a outra chamada de depressão pós-parto (Postpartum Depression). O "blues" é uma condição benigna (atinge entre 70 e 80% das “novas mamães”) que se inicia nos primeiros dias após o parto (dois a cinco dias), dura de alguns dias a poucas semanas, é de intensidade leve não requerendo em geral uso de medicações, pois é auto-limitada e cede espontaneamente. Caracteriza-se basicamente pelo sentimento de tristeza e o choro fácil que não impedem a realização das tarefas de mãe. Aproximadamente metades das mulheres são acometidas pelo "blues" no pós-parto. Provavelmente devido a seu caráter benigno não tem sido muito estudada.

A depressão pós-parto é uma depressão propriamente dita (no Brasil atinge 1 em 4 mulheres ou seja 26% das brasileiras parturientes); recebe essa classificação sempre que iniciada nos primeiros seis meses após parto. Sua manifestação clínica é igual a das depressões, ou seja, é prolongada e incapacitante requerendo o uso de antidepressivos associados a psicoterapia.

O tratamento

 O principal problema desta depressão está no uso das medicações. Enquanto os psiquiatras julgam que os antidepressivos apesar de passarem para o leite materno não causam maiores problemas para a criança, os pediatras recomendam a suspensão da amamentação caso seja introduzida alguma medicação antidepressiva. Não há relatos de problemas causados nas crianças em aleitamento materno cujas mães tomavam antidepressivos.

O tratamento medicamentoso deve ser associado à psicoterapia para um resultado positivo rápido e eficaz.

Para minimizar o problema o obstetra e familiares precisam ter atenção no período – “um pouco antes e um pouco depois do parto” – para evitar o agravamento dos possíveis sintomas de depressão.  Se há histórico pessoal de depressão, depressão pós-parto, psicose pós-parto ou transtorno afetivo bipolar, é importante acompanhar com o médico de perto antes mesmo dos sintomas começarem.

Alguns fatores de risco:

  • História de depressão pós-parto anterior
  • Falta de apoio da família, parceiro e amigos
  • Estresse, como um recém-nascido doente, problemas financeiros ou problemas familiares
  • Limitações físicas anteriores ou após o parto
  • Depressão durante a gravidez
  • Depressão anterior
  • Transtorno Afetivo Bipolar (TAB)
  • História familiar de depressão ou transtorno bipolar
  • Violência doméstica, que podem aumentar durante a gravidez e quando um casal está se ajustando a um novo bebê.

Sintomas mais aparentes:

  • Sentimento de tristeza ou desespero constante
  • Perder o interesse ou não sentir prazer na maioria das atividades diárias.
  • Pensamento de morte e suicídio.
  • Vontade súbita e assustadora de prejudicar o bebê.
  • Perder ou ganhar peso
  • Vontade de comer mais ou menos do que o habitual
  • Dormir muito ou não dormir o suficiente
  • Inquietação ou indisposição
  • Cansaço e falta de energia
  • Sentimento de indignação ou culpa
  • Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões
  • Ansiedade e excesso de preocupação.
  • Falta de conhecimento sobre como cuidar de um bebê.

Psicose pós-parto:

Esta condição grave é mais susceptível de afetar as mulheres que já têm Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) ou histórico de psicose pós-parto. Os sintomas, que começam geralmente durante as primeiras três semanas após o parto, incluem:

  • Desconexão com seu bebê e com as pessoas em seu redor
  • Sono difícil e perturbado, mesmo quando o bebê está dormindo
  • Pensamento extremamente confuso e desorganizado, aumentando o risco de prejudicar o bebê, a si mesma ou qualquer pessoa
  • Mudanças drásticas de humor e comportamento estranho
  • Extrema agitação ou inquietação
  • Alucinações, que pode ser visuais, auditivas, olfativas ou de contato
  • Pensamento delirante que não se baseia na realidade.

Psicose pós-parto requer tratamento imediato, muitas vezes no hospital. Quando a segurança da paciente está garantida, uma combinação de medicamentos - como antidepressivos, antipsicóticos e estabilizadores de humor - pode ser usado para controlar os sintomas. Às vezes, a eletroconvulsoterapia é recomendada também. O tratamento para a psicose pós-parto pode afastar a mãe do bebê por muito tempo e tornar a amamentação difícil, e alguns medicamentos utilizados para tratar a psicose pós-parto não são recomendados para mulheres que estejam amamentando.

Complicações possíveis

Se não for tratada, a depressão pós-parto pode interferir com o vínculo mãe-filho e causar problemas familiares futuros. Filhos de mães que têm depressão pós-parto não tratada são mais propensos a ter problemas de comportamento, como dificuldades para dormir e comer, crises de birra e hiperatividade. Os atrasos no desenvolvimento da linguagem são comuns também. Depressão pós-parto não tratada pode durar meses ou mais, por vezes tornar-se um distúrbio depressivo crônico. Mesmo quando tratada, depressão pós-parto aumenta o risco de futuros episódios depressivos.

Prevenção

  • Procurar dormir bem, ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico e procurar apoio na medida do possível.
  • Passar longe de cafeína, álcool e outras drogas ou medicamentos, a menos que seja por recomendação médica.
  • Se você está preocupada com a depressão pós-parto, faça seu primeiro check-up pós-natal três ou quatro semanas após o parto em vez das habituais seis semanas.
  • Procurar fazer trabalhos voluntários em pró de uma comunidade carente e exercitar a religiosidade e espiritualidade, frequentando entidades religiosas e filosóficas de sua preferência.
  • Procurar leituras de livros e revistas sérias, ligadas a assuntos de vida em família, criação de filhos (Dr. Içami Tiba), a Vida do Bebê (Dr. Rinaldo de Lamare) etc. Lembrando que quanto mais conhecimento, mais segurança e confiança a futura mamãe adquire. Lembrando que a gravidez não é nehuma doença e toda mulher tem sua fisiologia corporal preparada para tal evento.

(1)Fernando Vieira Filho - Psicoterapeuta/clínico, palestrante e escritor. Autor do livro CURE SUAS MÁGOAS E SEJA FELIZ! – 2ª Ed. - Barany Editora - 2012. E coautor do livro DIETA DOS SÍMBOLOS – 6ª Ed. - Melhoramentos - 2004.

É autor dos E-Books:                                                                               PSICOFÁRMACOS - Uso e aplicações de forma simples e eficaz.                                                                                                               PSICOPATOLOGIA - Apresentada de forma simples e objetiva - Incluindo psicopatologias infantis.                                                                           SISTEMA DE TERAPIA FLORAL do Doutor Edward Bach (Portuguese Edition) – Amazon – 2013. E-book.

E-mail de contato: ffvfilho@terra.com.br

Conheça seus blogs e sites:

http://www.curadossentimentos.com.br

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                 http://obsessaoepsicopatologias.blogspot.com.br/ 

Perigo: Interações Medicamentosas

    Por Fernando Vieira Filho*

Ultimamente tenho atendido casos de pessoas que tiveram seus cérebros literalmente destruídos por medicamentos mal prescritos e cujas interações medicamentosas foram mal feitas ou mal estudadas, e é óbvio, transformaram-se em verdadeiros agentes de destruição, transformando pessoas que um dia foram úteis à sociedade (como executivos, empresários, professores, etc.) em verdadeiros “zumbis”, sem mais nenhuma possibilidade de recuperação pela medicina vigente, causando muita tristeza e sofrimento a familiares e amigos.
Existem estatísticas que obviamente não são divulgadas, apresentando como causa de morte associações medicamentosas tóxicas para o paciente.

     Existe um software chamado Interactio Drugs, com mais de 8.000 interações medicamentosas e mais de 700 verbetes, idealizado pelo cardiologista Prof. Dr. Lineu José Miziara (1942-2005), que foi Docente da Universidade Federal de Uberlândia (Farmacologia - 1971 a 1984) e da Faculdade do Triângulo Mineiro - Uberaba (Cardiologia - 1968 a 1995). Este software é uma “ferramenta” excelente, de fácil uso para o profissional de saúde (www.interactiodrugs.com.br/sobre.htm).

    Portanto, caro amigo leitor, quando for consultar com um profissional de saúde, leve com você todas as receitas de medicamentos que estiver fazendo uso.

   Abaixo, um texto muito valioso, do Farmacêutico Dr. Rogério Hoefler, sobre as interações medicamentosas, para que possamos estar sempre em estado de alerta e questionar o profissional de saúde, lembrando que antes de ser um paciente, você é um cliente, e, sobretudo um ser humano que valoriza sua vida como sendo um presente que lhe foi oferecido pelo Pai Maior.

O QUE SÃO INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS?
Por Rogério Hoefler
(Texto extraído do Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 - Série B. Textos Básicos de Saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos - Brasília / DF – 2008.)
     Interações medicamentosas é evento clínico em que os efeitos de um fármaco são alterados pela presença de outro fármaco, alimento, bebida ou algum agente químico ambiental. Constitui causa comum de efeitos adversos.
Quando dois medicamentos são administrados, concomitantemente, a um paciente, eles podem agir de forma independente ou interagirem entre si, com aumento ou diminuição de efeito terapêutico ou tóxico de um ou de outro.
O desfecho de uma interação medicamentosa pode ser perigoso quando promove aumento da toxicidade de um fármaco.  
     Por exemplo, pacientes que fazem uso de varfarina podem ter sangramentos se passarem a usar um antiinflamatório não-esteróide (AINE) sem reduzir a dose do anticoagulante.
    Algumas vezes, a interação medicamentosa reduz a eficácia de um fármaco, podendo ser tão nociva quanto o aumento. Por exemplo, tetraciclina sofre quelação por antiácidos e alimentos lácteos, sendo excretada nas fezes, sem produzir o efeito antimicrobiano desejado.
    Há interações que podem ser benéficas e muito úteis, como na co-prescrição deliberada de anti-hipertensivos e diuréticos, em que esses aumentam o efeito dos primeiros por diminuírem a pseudotolerância dos primeiros.
Supostamente, a incidência de problemas é mais alta nos idosos porque a idade afeta o funcionamento de rins e fígado, de modo que muitos fármacos são eliminados muito mais lentamente do organismo.

CLASSIFICAÇÃO DAS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Interações farmacocinéticas são aquelas em que um fármaco altera a velocidade ou a extensão de absorção, distribuição, biotransformação ou excreção de outro fármaco. Isto é mais comumente mensurado por mudança em um ou mais parâmetros cinéticos, tais como concentração sérica máxima, área sob a curva, concentração-tempo, meia-vida, quantidade total do fármaco excretado na urina etc. Como diferentes representantes de mesmo grupo farmacológico possuem perfil farmacocinético diferente, as interações podem ocorrer com um fármaco e não obrigatoriamente com outro congênere. As interações farmacocinéticas podem ocorrer pelos mecanismos:

Na Absorção
• Alteração no pH gastrintestinal.
• Adsorção, quelação e outros mecanismos de complexação.
• Alteração na motilidade gastrintestinal.
• Má absorção causada por fármacos.

Na Distribuição
• Competição na ligação a proteínas plasmáticas.
• Hemodiluição com diminuição de proteínas plasmáticas.

Na Biotransformação
• Indução enzimática (por barbituratos, carbamazepina, glutetimida, fenitoína, primidona, rifampicina e tabaco).
• Inibição enzimática (alopurinol, cloranfenicol, cimetidina, ciprofloxacino, dextropropoxifeno, dissulfiram, eritromicina, fluconazol, fluoxetina, idrocilamida, isoniazida, cetoconazol, metronidazol, fenilbutazona e verapamil).

Na Excreção
• Alteração no pH urinário.
• Alteração na excreção ativa tubular renal.
• Alteração no fluxo sangüíneo renal.
• Alteração na excreção biliar e ciclo êntero-hepático.

Interações farmacodinâmicas ocorrem nos sítios de ação dos fármacos, envolvendo os mecanismos pelos quais os efeitos desejados se processam. O efeito resulta da ação dos fármacos envolvidos no mesmo receptor ou enzima. Um fármaco pode aumentar o efeito do agonista por estimular a receptividade de seu receptor celular ou inibir enzimas que o inativam no local de ação. A diminuição de efeito pode dever-se à competição pelo mesmo receptor, tendo o antagonista puro maior afinidade e nenhuma atividade intrínseca. Um exemplo de interação sinérgica no mecanismo de ação é o aumento do espectro bacteriano de trimetoprima e sulfametoxazol que atuam em etapas diferentes de mesma rota metabólica.

Interações de efeito ocorrem quando dois ou mais fármacos em uso concomitante têm ações farmacológicas similares ou opostas. Podem produzir sinergias ou antagonismos sem modificar farmacocinética ou mecanismo de ação dos fármacos envolvidos. Por exemplo, álcool reforça o efeito sedativo de hipnóticos e anti-histamínicos.

Interações farmacêuticas, também chamadas de incompatibilidade medicamentosa, ocorrem in vitro, isto é, antes da administração dos fármacos no organismo, quando se misturam dois ou mais deles numa mesma seringa, equipo de soro ou outro recipiente. Devem-se a reações fisicoquímicas que resultam em:

• Alterações organolépticas – evidenciadas como mudanças de cor, consistência (sólidos), opalescência, turvação, formação de cristais, floculação, precipitação, associadas ou não a mudança de atividade farmacológica.
• Diminuição da atividade de um ou mais dos fármacos originais.
• Inativação de um ou mais fármacos originais.
• Formação de novo composto (ativo, inócuo, tóxico).
• Aumento da toxicidade de um ou mais dos fármacos originais.

A ausência de alterações macroscópicas não garante a inexistência de interação medicamentosa.

INTERPRETAÇÃO E INTERVENÇÃO
É freqüentemente difícil detectar uma interação medicamentosa, sobretudo pela variabilidade observada entre pacientes. Não se sabe muito sobre os fatores de predisposição e de proteção que determinam se uma interação ocorre ou não, mas na prática ainda é muito difícil predizer o que acontecerá quando um paciente individual faz uso de dois fármacos que potencialmente interagem entre si.

Uma solução para esse problema prático é selecionar um fármaco que não produza interação (ex: substituição de cimetidina por outro antagonista H2), contudo, se não houver esta alternativa, é freqüentemente possível administrar os medicamentos que interagem entre si sob cuidados apropriados. Se os efeitos são bem monitorados, muitas vezes a associação pode ser viabilizada pelo simples ajuste de doses.

Muitas interações são dependentes de dose, nesses casos, a dose do medicamento indutor da interação poderá ser reduzida para que o efeito sobre o outro medicamento seja minimizado. Por exemplo, isoniazida aumenta as concentrações plasmáticas de fenitoína, particularmente nos indivíduos que são acetiladores lentos de isoniazida, e as concentrações podem se elevar até nível tóxico. Se as concentrações de fenitoína sérica são monitoradas e as doses reduzidas adequadamente, as mesmas podem ser mantidas dentro da margem terapêutica.
A incidência de reações adversas causadas por Interações medicamentosas é desconhecida. Em muitas situações, em que são administrados medicamentos que interagem entre si, os pacientes necessitam apenas serem monitorados com o conhecimento dos potenciais problemas causados pela interação.
O médico deve ser informado sobre combinações potencialmente perigosas de medicamentos (clinicamente significativas) e o paciente pode ser alertado para observar sinais e sintomas que denotem um efeito adverso.
Os medicamentos mais associados à ocorrência de efeitos perigosos quando sua ação é significativamente alterada são aqueles com baixo índice terapêutico (ex.: digoxina, fenitoína, carbamazepina, aminoglicosídeos, varfarina, teofilina, lítio e ciclosporina) e os que requerem controle cuidadoso de dose (ex.: anticoagulantes, anti-hipertensivos ou antidiabéticos). Além de serem usados cronicamente, muitos desses são biotransformados pelo sistema enzimático do fígado.

Muitos pacientes podem fazer uso concomitante de medicamentos que interagem entre si sem apresentarem evidência de efeito adverso. Não é possível distinguir claramente quem irá ou não experimentar uma interação medicamentosa adversa. Possivelmente, pacientes com múltiplas doenças, com disfunção renal ou hepática, e aqueles que fazem uso de muitos medicamentos são os mais suscetíveis. A população idosa freqüentemente se enquadra nesta descrição, portanto, muitos dos casos relatados envolvem indivíduos idosos em uso de vários medicamentos.

Muitas Interações medicamentosas não apresentam conseqüências sérias e muitas que são potencialmente perigosas ocorrem apenas em uma pequena proporção de pacientes. Uma interação conhecida não necessariamente ocorrerá na mesma intensidade em todos pacientes.

ORIENTAÇÕES GERAIS
Os profissionais de saúde devem estar atentos às informações sobre Interações medicamentosas e devem ser capazes de descrever o resultado da potencial interação e sugerir intervenções apropriadas. Também é responsabilidade dos profissionais de saúde aplicar a literatura disponível para uma situação e de individualizar recomendações com base nos parâmetros específicos de um paciente.

É quase impossível lembrar-se de todas as Interações medicamentosas conhecidas e de como elas ocorrem, por isso, foram inseridas neste Formulário, para uma rápida consulta, aquelas que a literatura especializada classifica como clinicamente relevantes e que estejam bem fundamentadas. Além disso, há princípios gerais que requerem pouco esforço para memorização:

• Esteja alerta com quaisquer medicamentos que tenham baixo índice terapêutico ou que necessitem manter níveis séricos específicos (ex.: glicosídeos, digitálicos, fenitoína, carbamazepina, aminoglicosídeos, varfarina, teofilina, lítio, imunossupressores, anticoagulantes, citotóxicos, anti-hipertensivos, anticonvulsivantes, antiinfecciosos ou antidiabéticos etc.).
• Lembre-se daqueles medicamentos que são indutores enzimáticos (ex.: barbituratos, carbamazepina, glutetimida, fenitoína, primidona, rifampicina, tabaco etc.) ou inibidores enzimáticos (ex.: alopurinol, cloranfenicol, cimetidina, ciprofloxacino, dextropropoxifeno, dissulfiram, eritromicina, fluconazol, fluoxetina, idrocilamida, isoniazida, cetoconazol, metronidazol, fenilbutazona e verapamil).
• Analise a farmacologia básica dos medicamentos considerando problemas óbvios (depressão aditiva do Sistema Neural Central, por exemplo) que não sejam dominados, e tente imaginar o que pode acontecer se medicamentos que afetam os mesmos receptores forem usados concomitantemente.
• Considere que os idosos estão sob maior risco devido à redução das funções hepática e renal, que interferem na eliminação dos fármacos.
• Tenha em mente que interações que modificam os efeitos de um fármaco também podem envolver medicamentos de venda sem prescrição, fitoterápicos (ex. contendo Hypericum perforatum, conhecida no Brasil como erva-de-são-joão), assim como certos tipos de alimentos, agentes químicos não-medicinais e drogas sociais, tais como álcool e tabaco. As alterações fisiológicas em pacientes individuais, causadas por fatores como idade e gênero, também influenciam a predisposição a reações adversas a medicamentos resultantes de Interações medicamentosas.

EFEITO DE ALIMENTOS SOBRE A ABSORÇÃO DE MEDICAMENTOS
Alimentos atrasam o esvaziamento gástrico e reduzem a taxa de absorção de muitos fármacos; a quantidade total absorvida de fármaco pode ser ou não reduzida. Contudo, alguns fármacos são preferencialmente administrados com alimento, seja para aumentar a absorção ou para diminuir o efeito irritante sobre o estômago.

INCOMPATIBILIDADES QUÍMICAS ENTRE FÁRMACOS E FLUIDOS INTRAVENOSOS
As reações físico-químicas que ocorrem quando fármacos são misturados em fluidos intravenosos, causando precipitação ou inativação, são denominadas “incompatibilidades químicas”.
Como precaução geral, os medicamentos não devem ser adicionados a sangue, soluções de aminoácidos ou emulsões lipídicas. Certos fármacos, quando adicionados a fluidos intravenosos, podem ser inativados por alteração do pH, por precipitação ou por reação química. A benzilpenicilina e a ampicilina perdem potência 6 a 8 horas após serem adicionadas a soluções de glicose devido à acidez destas. Alguns fármacos se ligam a recipientes plásticos e equipos, por exemplo, diazepam e insulina. Aminoglicosídeos são incompatíveis com penicilinas e heparina. Hidrocortisona é incompatível com heparina, tetraciclina e cloranfenicol.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Stockley IH. Drug Interactions. 5th. ed. London: Pharmaceutical Press; 2002.
2. Tatro DS. Drug Interaction Facts. Saint Louis: Facts and Comparisons; 2002.
3. World Health Organization. WHO Model Formulary 2006. Geneva: World Health Organization; 2006. (CD-ROM)

     Portanto, caro leitor, caso você seja um profissional de saúde, é bom lembrar a advertência sábia do conhecido professor francês, escritor e estudioso da alma humana, conhecido como Allan Kardec: “Na dúvida, abstém-te!”
Caso seja paciente, em caso de dúvida, não vacile, não perca tempo, procure uma segunda ou terceira opinião profissional. Afinal, sua existência é uma dádiva única e preciosa!

 Fernando Vieira Filho

Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

 DIFERENÇA ENTRE A PSICOSE E A PSICOPATIA

                                                  Por Fernando Vieira Filho (1)

 Muitas pessoas acreditam que o psicopata é um psicótico (pessoa que apresenta um sofrimento mental). Talvez esta, seja uma dúvida que muitos tem, vou tentar esclarecer.

A psicose é uma distonia mental, ou seja, um estado anormal de funcionamento psíquico. O aspecto central da psicose é a perda do contato com a realidade, dependendo da intensidade da psicose. Num dado momento a perda será de maior ou menor intensidade. Os psicóticos quando não estão em crise, zelam pelo seu bem estar, alimentam-se, evitam machucar-se, têm interesse sexual, estabelecem contato com pessoas reais. Isto tudo é indício da existência de um relacionamento com o mundo real. A psicose propriamente dita começa a partir do ponto em que o paciente relaciona-se com objetos e coisas que não existem no nosso mundo. Por exemplo, a tristeza e a alegria assemelham-se à depressão e a mania, a dificuldade de recordar ou de aprender estão relacionada à demência e ao retardo mental, o medo e a ansiedade perante situações corriqueiras têm relações com os transtornos fóbicos e de ansiedade. Da mesma forma, outros transtornos mentais podem ser imaginados a partir de experiências pessoais. No caso da psicose não há comparações.

Já a psicopatia ou mais tecnicamente, Personalidade Psicopática ou Sociopatia (segundo o CID.10. - Classificação Internacional de Doenças, da OMS), não é uma doença mental pois não demonstram qualquer sintoma para tal.

Nos anos 60, o movimento norteamericano chamado anti-psiquiatria recomendou que os psicopatas fossem excluídos das classificações psiquiátricas. Dizia-se, na época, que a alteração do psicopata era de natureza moral e ética e, para problemas éticos, as soluções tinham que ser éticas (reclusão, encarceramento etc.), e não médicas. Há um amplo consenso entre profissionais de saúde mental que a sociopatia é intratável. Ao contrário da psicose, que é tratada com medicamentos adequados e psicoterapia própria para cada caso.

Como perceber a psicopatia em uma pessoa, observando que ela pode se manifestar desde a infância:

- Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente.

- Estabelece relacionamentos com facilidade, é envolvente, fala daquilo que seu interlocutor “quer ouvir”, principalmente quando é do seu interesse.

- Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas, principalmente quando é surpreendido ou descoberto em pequenos ou grandes delitos.

- Incapacidade de assumir culpa ou se responsabilizar pelo que fez de errado, ou de aprender com as punições.

- Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos - geralmente, tem uma inteligência acima da média -, porém, improváveis.

- Possui um egocentrismo exacerbado.

- Emoções superficiais, teatrais e falsas.

- Falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.

- Sente prazer em maltratar animais.

- Uma pessoa geralmente cínica, incapaz de manter uma relação leal e duradoura, manipuladora e incapaz de amar.

- É exageradamente mentirosa, sem constrangimento ou vergonha, subestima a insensatez das mentiras, rouba, abusa, trapaceia, manipula dolosamente seus familiares e parentes, coloca em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca é capaz de se corrigir.

Assim, muitos que estão interagindo no campo da política, da polícia, forças armadas, das finanças e do mundo corporativo portam o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma pequena parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais.

Portanto, o psicótico e o psicopata, são entidades bem distintas.

Existem estudos muito sérios, que mostram que existe uma “alteração” no sistema límbico do psicopata. Segundo a psiquiatra carioca, Dra. Ana Beatriz Barbosa, autora do livro – Mentes Perigosas - os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm no chamado sistema límbico, uma estrutura cerebral que é responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente.

Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram uma prova consistente dessa diferença no cérebro do psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa, com alterações significativas, de acordo com as imagens vistas. Nos psicopatas, não havia diferença, mantinha-se inalterado, sem reações.

Assim, ficou provado que o sistema límbico dos psicopatas, simplesmente não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada, não geram reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervosos. Enfim, não apresentam reações físicas diante de visões chocantes ou belas.

        (1)  Fernando Vieira Filho

Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

 

O BULLYING – PROBLEMA ANTIGO COM CARA NOVA




Por Fernando Ferreira Filho (1)



O bullying (abuso) que, em minha opinião, vejo como um tipo Transtorno de Personalidade Anti-Social (pessoas que apresentam padrão social de comportamento irresponsável, explorador e insensível, constatado pela ausência de remorsos).

O bullying é um termo importado da língua inglesa (bully significa valentão), e se refere às mais diversas formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação plausível e são exercidas por uma ou mais pessoas, causando sofrimento, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa que, de forma geral, não tem possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

Segundo estudos, geralmente o praticante do bullying - que passarei a chamá-los de bullies (abusador) - traz um ódio de sua história familiar e o transfere para algum colega que parece mais suave, mais delicado, mais generoso (bonzinho) aos seus olhos. Este, por sua vez, ao sofrer o bullying, poderá desenvolver dentro de si uma autoculpa e um ódio por si próprio – com uma diminuição significativa de sua autoestima e autoconfiança – e um ódio mortal por seu agressor ou agressores, até que, se não for tratado a tempo, começará um processo de distanciamento do mundo real. Com isso, no futuro, poderá também se tornar um bullie devido ao ódio que guarda dentro de si próprio.

Segundo pesquisadores o bullying pode se dividido em duas categorias, bem conhecidas:

1. Bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores do sexo masculino.

2. Bullying indireto, sendo essa a forma mais usual entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima.

Em geral, a vítima tem medo do bullie em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou temor de perder o trabalho.

Os bullies geralmente são pessoas que têm pouca empatia (capacidade de se colocar no lugar dos outros) em suas relações interpessoais, vêm de famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre familiares tende a ser frio e precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si mesmo e possuem forte sentimento de insegurança, mas são orgulhosos, o que os impede de pedir ajuda. As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com transtornos de personalidade ou sociais e com baixa autoestima e autoconfiança. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio ou ainda como se vê raramente, sair matando pessoas para logo a seguir praticar o suicídio – lembremos de Columbine, nos EUA e Realengo no Rio de Janeiro.

O bullying é já um transtorno de escala mundial, e pode ocorrer em praticamente qualquer contexto que exista interação de pessoas - na escola (o que é muito comum), no meio universitário, com certa freqüência no próprio seio da família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos.

Há uma tendência no meio escolar, principalmente entre escolas privadas, em não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos - ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Eu imagino que isso aconteça por receio de uma propaganda negativa, o que pode ser um “tiro no próprio pé”, pois a ocorrência do bullying nas escolas se espalha no “boca a boca” e aí sim, irá depor contra o estabelecimento escolar que se faz omisso. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente.

Podem ser incluídos também, no bullying, os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas e muitas vezes, criados até pelo próprio professor. As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do bullie. A verdade é que, quando não ocorre uma intervenção assertiva contra o bullying, o ambiente escolar fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo, ansiedade e angústia.

As escolas devem atacar a causa e a conseqüência do bullying com seriedade e honestidade.

Em minha opinião, para tratar o bullie, devem ser tomadas as seguintes medidas:

1. Sanções e punições pontuais.

2. Coibir o comportamento inadequado.

3. Encaminhar para acompanhamento psicológico.

4. No acompanhamento psicológico, deve ser abordado o relacionamento familiar, investigando a possibilidade de ter havido bullying por parte de parentes (pais, avós, tios primos, etc.).

5. Ensinar que o ódio é um sentimento absolutamente humano, junto à importância e as vantagens de se perdoar.

Portanto, o principal o principal tratamento para o bullie, é a conscientização do ódio que carrega dentro de si, procurando trabalhar de forma sistemática, o perdão, como forma de autolibertação e superação. Quanto às vítimas, deve-se estimulá-las serem mais assertivas, isto é, saberem dizer sim, quando for “sim” e, não, quando for “não”. Incentivá-las na busca e desenvolvimento de sua autoestima e, também o exercício do perdão.

Para ambos, sugiro encaminhá-los se possível, para que desenvolvam o sentimento de religiosidade e, que sigam a religião preferida, buscando fazer serviços voluntários na comunidade.

(1) 
Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)
 
PSICOPATIA: Um drama existencial

Por Fernando Ferreira Filho*

Hoje à tarde, desfrutando do feriado de sete de setembro ao lado de amigos, no terraço de um prédio na Avenida Paulista, pude observar, lá de cima, uma passeata contra a corrupção e, tendo em vista que, a meu ver, a corrupção nos meios políticos é um comportamento Anti-Social, resolvi pesquisar e escrever este texto e estudo sobre esse transtorno que afeta, de forma direta ou indireta, todo ser humano em nosso Planeta.

O CID.10 (Classificação Internacional de Doenças, da OMS) considera a Personalidade Anti-Social como sinônimo de Transtorno Amoral da Personalidade, Transtorno Associal da Personalidade, Personalidade Psicopática ou Sociopatia.

Como perceber esse transtorno em uma pessoa, observando que ele pode se manifestar desde a infância:

- Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente.
- Estabelece relacionamentos com facilidade, é envolvente, fala daquilo que seu interlocutor “quer ouvir”, principalmente quando é do seu interesse.
- Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas, principalmente quando é surpreendido ou descoberto em pequenos ou grandes delitos.
- Incapacidade de assumir culpa ou se responsabilizar pelo que fez de errado, ou de aprender com as punições.
- Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos - geralmente, tem uma inteligência acima da média -, porém, improváveis.
- Possui um egocentrismo exageradamente patológico.
- Emoções superficiais, teatrais e falsas.
- Falta de empatia com outros seres humanos, ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento.
- Sente prazer em maltratar animais.
- Uma pessoa geralmente cínica, incapaz de manter uma relação leal e duradoura, manipuladora e incapaz de amar.
- É exageradamente mentirosa, sem constrangimento ou vergonha, subestima a insensatez das mentiras, rouba, abusa, trapaceia, manipula dolosamente seus familiares e parentes, coloca em risco a vida de outras pessoas e, decididamente, nunca é capaz de se corrigir.

Enfim, esse conjunto de características faz com que o sociopata seja incapaz de aprender com a punição ou incapaz de modificar suas atitudes.

Quando o sociopata descobre que seu teatro já está descoberto, ele é capaz de dar a falsa impressão de arrependimento, falseia dizendo que mudará "daqui para frente", mas nunca será capaz de suprimir sua índole maldosa. Não obstante, ele é artista na capacidade de disfarçar, de forma inteligente, suas características de personalidade.

Na vida social, o sociopata costuma ter um charme convincente e simpático para as outras pessoas e, não raramente, tem uma inteligência normal ou acima da média.

Devido ao fato de os sociopatas não demonstrarem sintomas como uma doença mental qualquer, na década de 60 o movimento norteamericano chamado anti-psiquiatria recomendou que os sociopatas fossem excluídos das classificações psiquiátricas. Dizia-se, na época, que a alteração do sociopata era de natureza moral e ética e, para problemas éticos, as soluções tinham que ser éticas (cadeia), e não médicas.

A teatralidade e manipulação social dos sociopatas é tão convincente que poucas pessoas, após algum contato duradouro com eles, são capazes de imaginar o seu lado negro, mau e perverso. Esses atributos os sociopatas podem esconder durante toda vida. Vítimas fatais de sociopatas violentos percebem seu verdadeiro lado apenas alguns momentos antes de sua morte.

Como a psiquiatria e psicologia não têm uma avaliação unicamente binária da situação, como o ortopedista que considera um braço quebrado ou não quebrado, a sociopatia tem várias gradações, desde os socialmente perniciosos, passando pelas personalidades odiosas, até criminosos brutais do tipo “Maníaco do Parque".

Normalmente, os sociopatas não têm o tipo mais comum de comportamento agressivo explícito das pessoas comuns. Eles costumam dissimular perfeitamente a intenção agressiva e violenta, atendo-se à intimidade doméstica ou agindo sorrateiramente. Trata-se, de fato, de uma agressão predatória, fria e bem planejada, intencional e pouco emocional.

Muitas personalidades conhecidas no campo da política, da polícia, das finanças e do mundo corporativo podem portar o caráter sociopático. Felizmente, apenas uma pequena parte dos sociopatas se transforma em criminosos violentos, estupradores e assassinos seriais.

Parece haver um amplo consenso entre os profissionais da saúde mental que a sociopatia é intratável.

Vejamos o que diz a Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva em seu livro Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado - “Sem conteúdo emocional em seus pensamentos e em suas ações, os psicopatas são incapazes de considerar os sentimentos do outro em suas relações e de se arrepender por seus atos imorais ou antiéticos. Dessa forma, não aprendem por meio de experiência e por isso são intratáveis do ponto de vista da ressocialização”

A escala de valores do sociopata é tão precária (ou inexistente) que ele próprio se considera predador social e, geralmente, sente expressivo orgulho disto.

Todos os dias, nas novelas, vemos personagens sociopatas; assim como podemos encontrá-los atuando através de ações corruptas e antiéticas nos noticiários de TV, jornais e revistas. O mais lamentável disso tudo é que as mídias, de forma geral, costumam dar notoriedade justamente para esses predadores, através das capas das revistas, das manchetes dos jornais e da repetitiva exposição televisiva.

Portanto, caro leitor, é fundamental se proteger desses "lobos" travestidos de "ovelhas". Como? A melhor maneira é saber dizer "não!", de forma assertiva e sem culpa. Eles detestam escutar um não, e, nessa hora, costumam se colocar na posição de vítimas. Dessa forma, esteja atento: Cuide-se e dedique a essas pessoas suas preces. Como ensinou o pastor e escritor norteamericano Dr. Norman Vincent Peale, quando você se deparar com qualquer pessoa complicada e difícil, imagine a figura de Jesus Cristo ao lado dessa pessoa e procure vibrar com sentimento de compaixão.

Quanto ao psicopata consciente de seu drama existencial, sugiro que procure um profissional de saúde mental habilitado, para auxiliá-lo com medicamentos e psicoterapia adequada. Junto a isso, é fundamental que cultive religiosidade, seja em que religião for, lembrando que a mudança é um evento pessoal e intransferível.

Fontes:

DSM.IV, CID.10

SHINE. Kiyoshi S. Psicopatia - São Paulo: Casa do Psicólogo, 2000.

SILVA. Ana B. B. Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado - Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

BECK, Aaron. Terapia Cognitivista dos Transtornos da Personalidade - Belo Horizonte: Artmed, 2005.

Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor (Cure suas Mágoas e Seja Feliz! pela Barany Editora).
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

QUANDO A INSTABILIDADE EMOCIONAL FAZ SOFRER: O BORDERLINE


Por Fernando VieiraFilho

Os transtornos de personalidade afetam todas as áreas de influência da personalidade de um indivíduo, o modo como ele vê o mundo, a maneira como expressa as emoções, o comportamento social. Caracteriza um estilo pessoal de vida mal adaptado, inflexível e prejudicial a si próprio e também aos que o cercam. Os transtornos de personalidade são relacionados por semelhança ou classificação e são conhecidos como:

• A borderline ( vamos conhecer a seguir).
• A anti-social (comportamento social irresponsável, insensível, ausência de remorsos).
• A paranóide (desconfia de tudo e todos).
• A esquizóide (dificuldade em se relacionar e expressar suas emoções).
• A ansiosa (inibido e ansioso, com baixa autoestima).
• A histriônica (dramaticidade, carente afetivo, dentro outros).
• A obsessiva (mania de perfeição, rigoroso consigo e exigente com os outros).

A instabilidade das emoções é o traço marcante deste transtorno, que se apresenta por flutuações rápidas e variações no estado de humor de um momento para outro sem justificativa plausível. As pessoas com este transtorno reconhecem sua instabilidade emocional, mas para tentar camuflá-la, tentam justificar-se com argumentos descabidos. Seu comportamento impulsivo freqüentemente é autodestrutivo. Os borderline não conseguem ter de forma clara uma identidade própria, com um projeto ou uma finalidade de vida e uma escala de valores duradoura, até mesmo quanto à própria sexualidade. A instabilidade é tão intensa que acaba incomodando a própria pessoa que em dados momentos se auto-rejeita, por isso a insatisfação pessoal é uma constante em sua atormentada existência.

Aspectos importantes sobre este transtorno:

• Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre amar e odiar, ter uma grande amizade por determinada pessoa, para logo a seguir desprezá-la.
• Comportamentos impulsivos, principalmente quanto a gastar dinheiro, no campo sexual, abusam de substâncias psicoativas, pequenos furtos, costumam dirigir de forma irresponsável.
• Rápida variação das emoções, passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (esta ordem não é obrigatória).
• Sentimento de raiva é freqüente e a falta de controle desses sentimentos pode levá-la a lutas corporais de conseqüências inesperadas.
• Comportamento autodestrutivo ou auto-mutilante, podendo chegar ao suicídio.
• Sentimentos persistentes de vazio e tédio.
• Dúvidas a respeito de si mesmo, de sua identidade como pessoa, de seu comportamento sexual e de sua carreira profissional.

Este transtorno de personalidade é um verdadeiro tormento na vida de quem o possui, nestes casos, a psicoterapia bem aplicada, com uma medicação bem prescrita, associadas ao uso de remédios Florais de Bach, traz ao borderline, um grande conforto mental e físico. Eu pessoalmente, ainda sugiro a pessoa com este transtorno, que trabalhe a sua religiosidade, seja ela de qualquer denominação, e se engaje em algum trabalho voluntário de sua comunidade. Para ela trabalhar a compaixão pelo próximo.

Até hoje, estudiosos neste assunto, tem dificuldade em definir novas causas para este transtorno de personalidade. Provavelmente a personalidade borderline é multicausal, e vários outros tipos de estudo ainda necessitaram ser feitos.

Fontes consultadas:
The Prevalence of Personality Disorders in a Community Sample
Torgersen Svenn
Dalgalarrondo, Paulo, “Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais – 2ª edição – Artmed.
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Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)
 
               TRANSTORNO DO PÂNICO

Autoria: Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva

O que é o transtorno do pânico?

O transtorno do pânico não se trata de uma "fraqueza emocional" como muitas pessoas imaginam. É uma doença grave e incapacitante que traz sérios danos à vida de seus portadores.

Ocorre sob a forma de crises súbitas e inesperadas, que podem incluir os seguintes sintomas:

Dispnéia ou sensação de asfixia
Vertigem, sentimentos de instabilidade ou sensação de desmaio
Palpitações ou taquicardia
Tremor ou abalos
Sudorese (suor excessivo)
Sensação de sufocamento
Náuseas ou desconforto abdominal (alteração intestinal)
Despersonalização ou distorções de percepção da realidade
Anestesia ou formigamento
Ondas de calor ou calafrios
Dor ou desconforto no peito
Sensação de morte iminente
Medo intenso de enlouquecer ou cometer ato descontrolado

Por que ocorre?

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores, que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex.: andar, pensar, memorizar, etc.).

Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do transtorno do pânico os neurotransmissores que se encontram em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.

O transtorno do pânico é um problema sério?

O transtorno do pânico é considerado um problema sério de saúde, que acomete 1,5% a 3% da população mundial. No caso das mulheres, os estudos revelam que elas apresentam duas a quatro vezes mais chances de ocorrências que os homens. Além disso, temos de destacar a significativa presença de uma propensão genética ao transtorno, uma vez que observamos, de forma nítida, maior incidência do transtorno entre pessoas cujas famílias possuem descrições de casos semelhantes.

Há muito que o transtorno do pânico deixou de ser um diagnóstico de exclusão. Hoje, mais do que nunca, há necessidade de um diagnóstico de certeza para tal entidade clínica.

As pessoas portadoras deste mal costumam fazer uma verdadeira "via-crucis" a diversos especialistas médicos (doctor shopping) e após uma quantidade exagerada de exames complementares recebem, muitas vezes, o patético diagnóstico do "NADA", o que aumenta sua insegurança e seu desespero.

Por vezes, esta situação dramática é reduzida a termos evasivos como: estafa, nervosismo, estresse, fraqueza emocional ou "problema de cabeça". Isto pode criar uma incorreta impressão de que não há um problema de fato para tal patologia.

Qual a população mais atingida?

Os portadores do transtorno do pânico, em sua maioria, são pessoas jovens (entre 15 e 30 anos de idade), que se encontram na plenitude de suas vidas profissionais, o que não exclui a ocorrência em qualquer faixa etária.

O perfil da personalidade das pessoas que sofrem do transtorno do pânico costuma apresentar aspectos em comum: geralmente são pessoas extremamente produtivas em nível profissional, costumam assumir uma carga excessiva de responsabilidade e afazeres, são bastante exigentes consigo mesmos, não convivem bem com erros ou imprevistos, têm tendência a se preocuparem excessivamente com problemas cotidianos etc. Esta forma de ser acaba por predispor estas pessoas a situações de estresse acentuado, fato este que pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando assim um desequilíbrio bioquímico e, consequentemente, o aparecimento do transtorno do pânico.

Outro fator importante no surgimento do transtorno do pânico é o fator hereditário (genético), uma vez que ele ocorre com maior frequência em familiares com história positiva para tal patologia.

Vale ressaltar, ainda, que alguns medicamentos como anfetaminas (usados em dietas de emagrecimento) ou drogas (cocaína, maconha, crack, ecstasy etc.) podem aumentar a atividade e o medo, promovendo alterações químicas que podem levar ao transtorno do pânico.

Existe tratamento para este tipo de problema?

Existe uma variedade de tratamentos para o transtorno do pânico. O mais importante neste aspecto é que se introduza um tratamento que vise restabelecer o equilíbrio bioquímico cerebral numa primeira etapa. Isto pode ser feito através de medicamentos seguros e que não produzam riscos de dependência física dos pacientes.

Numa segunda etapa temos que preparar o paciente para que ele possa enfrentar seus limites e as adversidades vitais de maneira menos estressante. Em última análise, trata-se de estabelecer junto com o paciente uma forma de viver onde se priorize a busca de sua harmonia e equilíbrio pessoal. Uma abordagem psicoterápica específica deverá ser realizada com esse objetivo.

Qual a probabilidade de cura?

O sucesso do tratamento está diretamente ligado ao engajamento do paciente com o mesmo. É importante que a pessoa que sofre de transtorno do pânico entenda todas as peculiaridades que envolvem este mal e queira fazer uma boa "aliança terapêutica" com seu médico, no sentido de juntos superarem todas as adversidades que poderão surgir na busca do equilíbrio pessoal.

O transtorno do pânico pode levar a morte?

Um ataque de pânico é um período inconfundível, de imenso medo ou temor, que atinge o ápice (pico) em dez minutos, e costuma se estender por um total de 40-50 minutos. Ele se constitui em uma das situações mais angustiantes que uma pessoa pode vivenciar.

Durante a crise o paciente não corre o risco de sofrer de um ataque cardíaco ou morrer, embora seja impossível para ele acreditar nisso no momento da mesma. Os prejuízos causados pelo transtorno do pânico modificam toda a existência do paciente, trazendo problemas nos seus relacionamentos interpessoais, principalmente os de caráter afetivo e profissional. Cônjuges, amigos e parentes não reconhecem mais a pessoa que antes se mostrava jovial, produtiva, destemida, ao se depararem com alguém dominado pelo medo.

A falta de diagnóstico precoce e tratamento adequado podem fazer com que, gradativamente, o medo e a ansiedade causados pelas crises tomem proporções tais, que seus portadores tornem-se incapacitados para dirigir, frequentar determinados locais (bancos, shoppings etc.) ou mesmo sair de casa. Esta situação de ostracismo forçado pode levar o paciente ao desespero e a pensar em suicídio como opção de acabar com todo esse sofrimento.

Onde se deve procurar um tratamento?

Tendo em vista as particularidades do transtorno do pânico em seus vários aspectos (personalidade do indivíduo, abordagem do paciente, tratamento, diagnóstico precoce etc.), sugerimos que este problema deve, preferencialmente, ser tratado por um médico especializado e familiarizado com tal transtorno. Para obtenção de informações sobre os tratamentos específicos do transtorno do pânico deve-se procurar:

Hospitais universitários;
Serviços psiquiátricos de hospitais gerais;
Serviços privados (clínicas, consultórios) especializados no tratamento do transtorno do pânico;
Associações psiquiátricas.

Fonte: Livro Mentes com Medo: da compreensão à superação.
* Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva (Médica Psiquiatra, CRM/RJ 5253226/7 e CRM/SP 113.092-S)  
                          DEPRESSÃO NAS MULHERES

Por Fernando Vieira Filho*

QUANDO A TRISTEZA DEIXA DE SER NORMAL
As pessoas passam por períodos nos quais se sentem tristes ou infelizes, entretanto, quando esses períodos duram por semanas ou meses, e perde-se a perspectiva ponderada, equilibrada em relação às coisas da vida, pode ser que a depressão tenha se instalado.
A EXTENSÃO DO PROBLEMA
A depressão é uma desarmonia psíquica e também fisiológica, comum e grave, e que atinge duas vezes mais mulheres do que homens.
Na cidade de São Paulo, o risco de alguém apresentar um episódio depressivo ao longo da vida é de 18,5%. A diferença na incidência da depressão entre mulheres e homens começa na adolescência, avançando pela idade adulta. Essa diferença é menos pronunciada, por motivos desconhecidos, apenas entre os 44 e 65 anos de idade. Nas mulheres, a depressão é comumente acompanhada por ansiedade, distúrbios do sono, crises de pânico, e distúrbios alimentares.
OS SINAIS E SINTOMAS DA DEPRESSÃO
São sintomas comuns a sensação de desamparo, falta de energia, tristeza persistente, preocupação excessiva, baixa autoestima, perda do interesse em atividades que se interessava anteriormente, irritação, duvidadas excessivas e esquecimento freqüentes, Ainda pode haver aumento ou diminuição do apetite, com alterações de peso, aumento ou perda de sono, perda da capacidade de sentir prazer. Se alguns desses sintomas persistirem por semanas ou meses é provável que a pessoa esteja sofrendo de depressão.
Em mulheres jovens a depressão pode também manifestar-se através de problemas escolares, distúrbios pronunciados do apetite e uma visão distorcida da imagem corporal.
Em mulheres de mais idade podem desenvolver queixas físicas, como dores diversas e problemas digestivos; e podem não reconhecer que se sentem deprimidas.
AS CAUSAS DA DEPRESSÃO
A causa da depressão não é bem conhecida, entretanto existem vários fatores de risco que podem desencadear um episódio depressivo. Entre eles estão os fatores genéticos, fatores do equilíbrio hormonal, fatores da existência da pessoa, assim como determinadas medicações, e determinadas doenças.
Como dito, mais casos de depressão são relatados entre as mulheres do que entre os homens na proporção de 2:1. Alguns especialistas acham que as mulheres tendem a dar maior valor às ligações e relações pessoais que os homens, o que pode ser uma característica bastante positiva. Entretanto essa característica pode potencialmente torná-las mais vulneráveis à depressão. Observa-se ainda, que a depressão pode ser desencadeada pela ansiedade que acompanha uma mudança importante na vida da pessoa, mesmo que para melhor.
É muito importante o reconhecimento inicial da depressão a fim de que, com ajuda especializada, previna-se as muitas perdas que ela pode trazer. O conhecimento e a experiência do médico e terapeuta são cruciais para a tomada de providências em direção à recuperação. É importante notar que problemas de saúde e depressão andam juntos. Sinais físicos como dores de cabeça, dor de estômago, náuseas e dores nas costas podem ser manifestações da depressão. O inverso também pode ser verdadeiro, com sintomas como falta de energia, desânimo, irritação, alteração de peso, sendo manifestações de outras doenças orgânicas e não da depressão.
Estudos mostram que a porcentagem de casos de depressão e outros transtornos mentais é mais alta em determinadas famílias que na população geral. Também, se um gêmeo idêntico tiver depressão, a chance do outro gêmeo também apresentar o quadro é maior do que se os gêmeos fossem fraternos, isto é, não idênticos. Os gêmeos idênticos compartilham exatamente o mesmo material genético, enquanto que os gêmeos fraternos não, o que aponta o fator genético como responsável pela diferença.
Os hormônios parecem ter um importante efeito no estado afetivo das mulheres. É na puberdade, época de marcantes alterações hormonais, que as diferenças de incidência da depressão entre homens e mulheres começam a se evidenciar. Alterações de humor têm sido também associadas às alterações hormonais dos ciclos menstruais, assim como as pílulas anticoncepcionais.
Existem alterações nos níveis de hormônios durante o ciclo menstrual que são regulares, e já foram associadas à síndrome pré-menstrual, que pode incluir sintomas de depressão e é comum nas mulheres. Geralmente os sintomas são leves e não requerem intervenção médica ou psicoterapêutica. Quando passam a interferir nas atividades diárias e nas funções corporais da mulher, consulta médica e psicoterapêutica se fazem necessária.
Na chamada depressão pós-parto, o quadro depressivo que aparece nos primeiros dias ou semanas após o nascimento do bebê, a queda dos níveis dos hormônios estrógeno e progesterona já foi associada como fator desencadeante. Muitas vezes não é necessário o tratamento medicamentoso nessa circunstância, já que os sintomas podem ser leves e transitórios. Nos quadros de maior intensidade, entretanto, as pacientes devem discutir com seus médicos os riscos e benefícios do tratamento medicamentoso no período de amamentação, podendo-se optar neste período, pelo uso de remédios homeopáticos e florais de Bach.
OUTRAS CAUSAS
Doenças como aquelas originadas da glândula tireóide, ou anemias, e alguns quadros neurológicos, entre outras, podem causar depressão. Assim, nos quadros depressivos, a avaliação médica e psicoterapêutica, bem cuidadosa são sempre necessárias.
Alguns medicamentos também podem causar depressão, como determinadas medicações anti-hipertensivas e pílulas anticoncepcionais. Se você suspeitar de que isso possa estar ocorrendo, informe seu médico.
Também a dependência do álcool e de outras drogas está comumente associada à depressão.
TRANSTORNO AFETIVO SAZONAL
No transtorno afetivo sazonal, as pessoas ficam deprimidas quando chega o inverno e nos dias que anoitecem mais cedo. Pensa-se que a redução da quantidade de luz pode afetar o equilíbrio de certas substâncias químicas cerebrais.
PROBLEMAS EXISTENCIAIS
A morte de pessoas próximas, e outras situações de desamparo ou traumáticas, como abuso sexual, podem levar a tristeza prolongada e a depressão, no período do acontecimento ou mais tarde. Entretanto, muitas pessoas portadoras de depressão nunca foram expostas a situações negativas traumáticas, enquanto que pessoas que foram expostas a essas situações não se tornaram deprimidas.
A inexistência de relacionamentos significativos, como amizade, namoro, matrimônio pode aumentar o risco do aparecimento da depressão. Esse risco também pode ser aumentado pela qualidade do relacionamento significativo, isto é, por componentes como agressividade e infidelidade, que interferem na relação.
Embora o casamento possa ser fator de proteção contra a depressão especialmente para os homens, mulheres que tem um papel familiar mais tradicional, sem compartilhamento das responsabilidades domésticas, se dedicando sozinhas e exclusivamente a cuidar de filhos pequenos, ou assumindo uma esgotante dupla jornada de trabalho, podem ter maior risco de desenvolver depressão.
O rompimento de relações, problemas quanto à guarda dos filhos e divisão de bens também podem contribuir para esse maior risco.
A aposentadoria ou a aproximação desta, é outro importante fator de risco à depressão na mulher de meia idade.
BAIXA AUTOESTIMA
Os fatores referentes à baixa autoestima podem afetar as mulheres de diferentes formas. Podem sentir, por exemplo, que o seu trabalho não é valorizado e que possuem um papel secundário na sociedade ou família. Algumas podem julgar seu valor como principalmente ligado a fatores estéticos; e sentem-se deprimidas por não se adequarem aos padrões estéticos estabelecidos pela mídia. Hoje em dia, este é um fator ponderável.
PERGUNTANDO COMO SE SENTE
Uma forma de se perguntar se está sofrendo de depressão é formular para si questões como se perdeu o interesse em atividades que eram anteriormente prazerosas, se sente importante falta de energia, desamparo, culpa excessiva, dificuldade de concentração, muito sono ou insônia, sensação de inutilidade, se houve alteração relevante de peso. Se você pondera que algumas respostas a essas perguntas são afirmativas, ou se tem pensado em morte com freqüência, ou mesmo suicídio, deve discutir seus sentimentos com um médico psiquiatra ou psicoterapeuta.
O TRATAMENTO
Atualmente, os recursos para o tratamento da depressão são extensos, incluindo psicoterapia de diferentes orientações teóricas, antidepressivos, e mais raramente, o tratamento eletro-convulsivo. A escolha do melhor tratamento apenas pode ser feita através de uma avaliação profissional competente. O tratamento usualmente é iniciado quando os sintomas da depressão passam a interferir de forma relevante nas diferentes atividades sociais e relacionamentos pessoais, ou ainda quando o sofrimento pessoal é perturbador, embora a pessoa continue capaz de exercer suas atividades apropriadamente.
Há várias linhas teóricas que orientam a prática da psicoterapia. Algumas modalidades incluem a terapia de apoio, a psicanálise com suas diferentes influências teóricas, a terapia cognitiva e comportamental, a terapia existencial e a psicoterapia holística que surgiu de duas vertentes: a psicologia transpessoal e a Física Quântica. Estudos defendem a associação da terapia medicamentosa com a psicoterapia como tratamento mais eficaz e duradouro que esses dois tratamentos aplicados de forma isolada. A psicoterapia pode ser de curto prazo, focalizando problemas específicos e usualmente transitórios, ou de longo prazo, investigando influências do passado, padrões de pensamento e comportamentos incorporados ou cristalizados, entre outros aspectos. A psicoterapia pode ser individual, em grupo, ou ainda familiar, dependendo de escolhas do paciente, tipos de problemas mais relevantes, e disponibilidade do tratamento.
O repertório de medicações antidepressivas é amplo. As medicações atuam corrigindo desequilíbrios químicos cerebrais, e são geralmente escolhidas em função de aspectos da depressão, sintomas ou outros quadros psiquiátricos associados, assim como doenças orgânicas e tolerância aos efeitos colaterais. Assim, a avaliação terapêutica individualizada é necessária para a escolha da medicação.
A terapia eletro-convulsiva é utilizada com segurança e eficácia nos principais centros médicos mundiais em indicações bastante restritas como a depressão com sintomas psicóticos que inclui a presença de delírios.
Decisões como envolver-se em atividades caritativas, como ser voluntária em instituições religiosas ou não, sem fins lucrativos, como creches e lares para idosos carentes é excelente, assim como, a prática orientada de exercícios físicos, a eliminação do uso excessivo de determinadas medicações, do álcool e outras substâncias e bons hábitos alimentares devem ser encorajadas, pois contribuem beneficamente no tratamento da depressão.
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Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
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NÃO PODEMOS BANALIZAR A DEPRESSÃO


Por
Fernando Ferreira Filho

Todos nós temos a mania de usar a palavra a palavra "depressão" com a mesma banalidade, como por exemplo, quando vamos beber uma xícara de café num bar da esquina: "Hoje eu estou deprimido porque o Coríntians perdeu um jogo importante.", ou “Eu estou deprimido porque o meu candidato favorito do Big Brother foi excluído do jogo” ou então “Eu estou deprimido porque meu amigo do peito mentiu para mim em situação importante”. E por aí vai.

Mas quando você diz essas coisas, você está se referindo aos altos e baixos diários.

A depressão clínica não é uma tristeza momentânea, mas uma persistente sensação de desespero e tristeza provocados por um desequilíbrio de substâncias químicas em seu cérebro. Sim, é uma doença física - e com resultados potencialmente letais, como o suicídio.

E é uma doença muito comum. Uma estatística surpreendente revela que cerca de 15% das pessoas já tiveram ou terão uma depressão clinicamente significativa em algum momento de suas vidas.

Uma das formas de prevenção da depressão clínica é buscar novas aprendizagens (através de livros, internet, tocar instrumentos musicais, aprender idiomas), para estar sempre colocando o cérebro para funcionar. É sempre bom, também, que você fique atento ao equilíbrio de suas emoções, e aprimore a sua autoestima, o seu amor pela vida, e esteja aberto e decidido a perdoar a si mesmo e aos outros.

E finalizando, lembre-se que a religiosidade e a solidariedade exercem papéis fundamentais no seu cotidiano. Quem está com a fé no Criador fortalecida e se dispõe a servir ao próximo, não deixa espaço em sua mente para que a tristeza e o vazio tomem conta de sua vida!  

DECEPÇÃO AMOROSA


Por Eliana Barbosa*

É impressionante o número de pessoas que ainda, em pleno século XXI, sofrem decepções amorosas. Isso me espanta, sabe por quê? Porque só se decepciona com um amor aquela pessoa que coloca “esse amor” acima de tudo em sua vida; aquela pessoa que não se ama em primeiro lugar, não se valoriza, e não entende que as idealizações a respeito do amor geralmente são muito perigosas.

Hoje, portanto, escrevo para todos aqueles que se encontram deprimidos ou revoltados por ter passado por uma decepção amorosa. Primeiramente, não diga que sofreu uma decepção e sim, viveu. Passou, e só representará sofrimento em sua vida se assim você quiser. Por isso, jamais sofra pelas perdas, porque elas, sistematicamente, trazem a semente de um benefício maior! Como diz um ditado: se perder, ganhe ao menos a lição! É preciso aceitação, tempo e paciência... e, mais ainda, exercitar o perdão, libertando-se das correntes do ódio e do desejo de vingança. Sim, porque se você permanecer na sintonia desses baixos sentimentos, você somente atrairá para sua vida mais problemas amorosos, um após o outro. Por isso, perdoar é uma grande atitude de inteligência.

E mais: nada acontece em sua vida sem que você, consciente ou inconscientemente, tenha dado permissão. Portanto, o que passou faz parte da sua história de vida, mas não lhe pertence mais. Agora, vida nova, colocando-se sempre como a sua melhor companhia e como a pessoa mais importante de sua vida. Nada de buscar um “salvador” ou uma “muleta” para você! Quando você se ama verdadeiramente, a sua segurança interior torna-se um ímã que atrairá para você pessoas também autoconfiantes e confiáveis. Entende isso? É tudo uma questão de sintonia e isso só depende de você e dos seus pensamentos em relação ao amor. Mas, por favor: pés no chão, sabendo que a perfeição, em qualquer área da vida, ainda não faz parte deste mundo.

E, neste recomeçar, guarde bem: o grande segredo para evitar uma decepção amorosa é saber visualizar - não idealizar - para a sua vida sempre o melhor, acreditar que você merece o melhor, mas colocar as suas expectativas sobre você e não sobre o outro - o seu amor. Não é o outro que pode melhorar ou piorar a sua vida – é você mesmo!!! Na verdade, você é responsável apenas por suas escolhas e se as atitudes daquele que você ama não combinam com aquilo que você acredita que merece receber – o melhor – não se decepcione, não! Deixe-o ir... Desapegue-se... Não há sentimento mais triste e humilhante do que estar ao lado de quem não o quer bem!

*Eliana Barbosa é Consultora em Desenvolvimento Humano, Psicoterapeuta Holística, articulista de jornais e de revistas de circulação nacional, autora dos livros “ACORDANDO PARA A VIDA – Lições para sua transformação Interior” , “O ENIGMA DA BOTA – Enfrentando a sucessão empresarial com equilíbrio e sabedoria” e " CARA A CARA com Alguém muito Especial" ( todos pela Novo Século Editora), produtora e apresentadora de programas motivacionais em TV e rádio, e ministra palestras e cursos transformacionais sobre desenvolvimento pessoal e profissional.

Contatos:
elianaconsultora@terra.com.br / www.elianabarbosa.com.br

(Por favor, com ética e honestidade, respeite os direitos autorais; ao repassar, mantenha os dados da autora).
 


QUE VENHAM OS DESAFIOS!


Por Fernando Ferreira Filho*

Diz a lenda grega que Zeus, o mais poderoso dos deuses, teve um caso com uma bela mortal. Dessa união nasceu o menino Heracles (Hércules, como chegou a nós, é sua tradução romana). A história que aprendi dizia que Hércules tinha uma madrasta muito malvada, chamada Hera. Essa madrasta deu um jeito para que Hércules se tornasse escravo do rei Eurysteus. Através dele, Hera tramou seus doze trabalhos, cujo objetivo era atrapalhar ao máximo a vida de Hércules e, se possível, acabar com ela. E foi por eles que Hércules fez coisas fantásticas, viajou a lugares perigosos e alcançou o posto de herói.
O espaço é curto para citar todos os seus feitos, mas Hércules desceu ao inferno, enfrentou as poderosas guerreiras amazonas, matou a Hidra de Lerna (um monstro horrível), espantou aves mortais, e segurou o eixo do mundo em suas costas no lugar do titã Atlas. Hera muitas vezes é vista como a vilã da história. Ela era má e queria que Hércules se desse mal. Assim a história nos é contada, de maneira quase infantil, em que a esposa do pai quer que o filho bastardo se dê mal. Mas será que os gregos eram tão simplórios?
De fato, é só colocarmos os nomes de Hércules (em grego: Heracles) e de Hera lado a lado que uma verdade sobre a história fica evidente. Você já a percebeu? O nome da deusa está dentro de nome do herói! Pesquisando mais um pouco, é possível descobrir que Heracles era “aquele que servia à Hera”. Por que isso? Vamos pensar um pouco. O que seria de Hércules sem seus doze trabalhos? Apenas um homem forte qualquer. Na verdade, há histórias de Hércules bêbado, assassinando pessoas e até se voltando contra sua própria família. Sem Hera para colocar desafios em seu caminho, Hércules seria apenas um valentão briguento e abobalhado. A visão simplista da história nos faz esquecer que Hera também era esposa de Zeus. Seus atos serviram para transformar o filho de seu marido naquilo que ele poderia se tornar. Queria que Hera morresse de amores ou não por Hércules, o fato é que foram seus trabalhos, os constantes desafios que ela colocava em sua frente, que fizeram de Hércules o Herói que ele é.
Muitas vezes nos sentimos intimidados com alguma tarefa ou desafio novo. Evitamos mudar de negócio, emprego ou carreira, temos medo de arriscar, de assumir mais responsabilidades, de assumir tarefas sobre as quais pouco conhecemos. Nos sentimos intimidados e desistimos quando algo parece difícil demais. Mas não são, exatamente esses os caminhos que valem a pena ser seguidos? Não são esses desafios que nos fazem aprender? Não são esses riscos que permitem nos tornarmos melhores do que somos hoje? Todos passamos por momentos de dúvidas, em que achamos que não dá para continuar, que será impossível chegar a algum lugar e que todas as chances estão contra nós. Amaldiçoamos o mundo por ter colocado esses desafios em nossos caminhos. Sentimo-nos vítimas das circunstâncias e imaginamos como seria mais fácil se tudo fosse sempre tranqüilo e desse certo... Ou não?
Na maioria das vezes, nos sentimos intimidados com os nossos inimigos, quando na verdade, a maioria de nossos problemas e sofrimentos, chegam a nós pelas mãos de nossos amigos mais caros. Em verdade, nossos chamados inimigos são nossos grandes instrutores, que amoldam e forjam o nosso caráter com a têmpera da experiência da vida.
Um homem, profissional, empresário ou até uma empresa só pode ser tão grande quanto os desafios que enfrenta. Tire os desafios de uma pessoa e você a estará condenando a uma vida vazia e sem realizações. Quando você estiver sentindo-se intimidado e injustiçado pela situação que enfrenta, é só lembrar de Hércules e seguir em frente para se transformar no herói da sua própria história.

(1)Fernando Vieira Filho

Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)

COMPARTILHAR É UMA BOA IDÉIA


Por Fernando Vieira Filho*

Partindo do princípio de que há um bom tempo já vivemos na era da informação e da extrema importância que ela exerce sobre tudo e sobre todos, surge uma dúvida: por que tantas pessoas ainda relutam em compartilhar o seu conhecimento, a sua experiência ou a sua filosofia de vida?
Infelizmente, a maioria das pessoas ainda tem a crença de que compartilhar seja uma ameaça ao seu “status quo” ou represente a perda ou a diminuição de seu espaço no competitivo mercado de trabalho.
Porém, ao contrário do que muitos imaginam, quando compartilhamos os conhecimentos, as diferenças humanas e sociais diminuem - nas empresas e nas comunidades -, as equipes e os povos crescem como um todo e isso, sem sombra de dúvida, é bom para todos.
Ao compartilhar, estamos aumentando o campo de dúvidas e solucionando-as com idéias em torno de um assunto ou fato. A tendência nesse caso é sempre o crescimento, a melhora contínua.
Existem ótimas iniciativas de pessoas e empresas nesse sentido. Um exemplo é o movimento Open Source, que é uma corporação sem fins lucrativos, onde um grupo de pessoas espalhadas pelo mundo trocam tecnologias e ajudam a humanidade, desenvolvendo novos pacotes de softwares ou melhorando os já existentes, apenas pelo prazer compartilhar o conhecimento. Um prazer que ganha forma em um sistema operacional seguro, eficiente e gratuito - o Linux. Também não podemos esquecer de iniciativas como YouTube, Orkut, a Wikipedia (uma enciclopédia gratuita na internet), entre outras, que possibilitam que indivíduos do mundo inteiro se relacionem através de gostos e costumes em comum.
Já que em nossa vida compartilhamos tanta informação inútil, porque não compartilhar algo que sirva para o crescimento de todos de um modo geral? Que tal começarmos com as bênçãos que recebemos gratuitamente do Universo? Com o que temos de melhor. Com certeza faríamos uma grande diferença para o mundo à nossa volta e, ainda, contribuiríamos para diminuir, mesmo que fosse gota a gota, o oceano de egoísmo que inunda o nosso belo Planeta.
Pensemos nisso: compartilhar é uma boa idéia ou não? Sim?...Pois então, levante-se daí e vamos desenvolver esta idéia!  
Fernando Vieira Filho
Psicoterapeuta/Escritor
(55 11) 99684-0463 (São Paulo e Brasil)
(55 34)  3077-2721  (Uberaba)


Acorde enquanto é tempo...


(Último capítulo do livro ACORDANDO PARA A VIDA - Lições para sua transformação interior, de Eliana Barbosa*)

Neste capítulo final, eu, mais uma vez, aproveito a oportunidade para alertá-lo sobre as suas escolhas e a importância de aproveitar o presente, enquanto é tempo. Como já refletimos durante toda essa jornada, a vida que você vive é fruto de sua própria escolha, na maior parte, inconsciente, e se ela não estiver lhe satisfazendo hoje, escolha mudar, testar novas atitudes, conviver de forma mais amigável, falar “não” quando necessário, e, acima de tudo, cultivar o perdão, porque mágoas, culpas e desejos de vingança são caminhos que levam a doenças e ao fracasso profissional e, conseqüentemente, material.
Acorde para a vida, enquanto é tempo, enquanto você pode se reconciliar com os seus desafetos, enquanto você pode se perdoar pelos seus deslizes e começar um novo capítulo de sua existência a cada despertar matinal.
Como ensinam os japoneses: “Hoje, melhor do que ontem; amanhã, melhor do que hoje!” Você é o autor de sua vida, portanto, escolha escrever uma história fantástica de realizações, amor e pleno sucesso!
Acorde para a vida, encontre-se consigo mesmo e descubra quão rico de potencialidades você é, e quão longe você pode caminhar!

Pausa para reflexão
Acordar
Autor desconhecido
Você sabe o que significa a palavra “acordar”?
Vamos fazer uma brincadeira e separar em sílabas a palavra acordar: a-cor-dar. Viu? Significa dar a cor. Colocar o coração em tudo que se faz.
Há pessoas que acordam às seis horas da tarde. É isso mesmo! Pela manhã, caem da cama, são jogadas da cama, mas passam o dia todo dormindo. E há quem, acredite, passa a vida toda sem conseguir acordar.
Eu tive um amigo que acordou aos 54 anos de idade. Ele me disse: “Cara, descobri que estou na profissão errada!” E ele já estava se aposentando... Imagine o trauma que esse amigo criou para si, para os colegas de trabalho e para a sua família! Foi infeliz durante toda sua vida profissional, porque, simplesmente, não “acordou”. Eu, na época, era muito jovem, mas compreendi bem o que ele estava me ensinando naquele momento. Por mais cinzento que possa estar sendo o dia de hoje, ele tem exatamente a cor que dou a ele. Sabe por quê? Porque a vida tem a cor que “a gente pinta”. O engraçado é que os dias são todos exclusivos. Cada dia é um novo dia, ninguém o viveu. Ele está ali, esperando que eu e você façamos com que ele seja o melhor da nossa vida.
Os meus dias são os mais lindos da face da Terra porque eu os faço ser os mais lindos da face da Terra.
Acredite em você! O Universo é o limite! Dê a você a oportunidade de “a-cor-dar” todos os dias e compartilhar com os outros o que Deus nos dá de melhor: o direito de ser e fazer os outros felizes.

Conheça melhor as suas atividades profissionais no site: www.elianabarbosa.com.br

Contato: eliana@elianabarbosa.com.br
 

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